Força Nacional do SUS chega ao Sudeste e aumenta em até 20 vezes resposta a desastres do El Niño

A nova base no Rio atenderá todo o Sudeste e permitirá mobilizar equipes em até 12 horas diante de emergências sanitárias e climáticas.
Estrutura da Força Nacional do SUS instalada no Rio de Janeiro para atendimento a emergências climáticas no Sudeste.
Nova base da Força Nacional do SUS no Rio de Janeiro vai reforçar a resposta a emergências climáticas nos quatro estados do Sudeste durante o período de El Niño. (Foto:: reprodução / Manchete do Rio)

Depois das bases instaladas no Sul e no Nordeste, chegou a vez do Sudeste ganhar uma estrutura da Força Nacional do SUS para reforçar a resposta a emergências durante o El Niño. A nova base permanente, no Rio de Janeiro (RJ), vai permitir uma atuação mais rápida em enchentes, ondas de calor, temporais e outras situações que podem afetar a saúde da população. A estrutura atenderá os quatro estados da região.

Apoio

Segundo o Ministério da Saúde, a presença da equipe no território eleva em até 20 vezes a capacidade de pronta resposta da Força Nacional quando estados ou municípios pedem apoio. Com a nova base, o primeiro deslocamento poderá chegar a qualquer localidade do Sudeste em até 12 horas.

O ganho está na capacidade de colocar profissionais, equipamentos e suporte logístico mais perto de uma área atingida, reduzindo etapas que antes dependiam da mobilização a partir de pontos mais distantes.

A estrutura chega em um momento de preparação para o El Niño 2026/2027. O fenômeno já está configurado e os órgãos federais de monitoramento trabalham com alta probabilidade de que alcance intensidade muito forte nos próximos meses.

Força Nacional do SUS poderá mobilizar reforços nas primeiras 72 horas

A base reúne veículos, drones, comunicação por satélite e um posto médico avançado, estrutura que pode ser levada a locais onde hospitais e unidades de saúde estejam sobrecarregados, isolados ou com acesso prejudicado.

Depois do primeiro deslocamento, o modelo prevê a chegada gradual de profissionais e equipamentos adicionais nas primeiras 72 horas, de acordo com o tamanho e as necessidades de cada emergência.

A Força Nacional não substitui os serviços municipais ou estaduais. Ela entra como apoio quando uma situação exige recursos extras, inclusive em epidemias, incêndios florestais, enchentes, secas, acidentes com várias vítimas ou interrupções no atendimento de saúde.

Força Nacional do SUS no Rio de Janeiro
Força Nacional do SUS vai ajudar nos atendimentos da região Sudeste. (Foto: Gov.br)

Hospitais federais serão retaguarda para casos de maior demanda

No Rio, os hospitais federais Cardoso Fontes, Andaraí e Bonsucesso também integram a retaguarda prevista para situações que aumentem a procura por atendimento.

Juntas, as três unidades fizeram mais de 167 mil atendimentos de emergência no primeiro semestre de 2026. Elas também somam 101 leitos destinados a esse tipo de assistência, além de CTIs, centros cirúrgicos e serviços especializados.

A base fluminense é a terceira regional da Força Nacional do SUS. Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e Salvador, na Bahia, já contam com estruturas semelhantes. O Ministério da Saúde prevê instalar outras seis até o fim de 2026.

El Niño aumenta necessidade de preparação antes dos desastres

O Painel El Niño, produzido por órgãos como INPE, INMET e Cemaden, confirmou o fenômeno em junho. O boletim divulgado no início de setembro aponta mais de 90% de probabilidade de intensidade muito forte no trimestre entre setembro e novembro.

No Sudeste, as projeções indicam temperaturas acima da média. Também há risco de períodos de calor intenso e outros eventos extremos.

A nova base não impede esses fenômenos. O objetivo é deixar o SUS preparado para reagir quando a capacidade local não for suficiente. Assim, as primeiras equipes podem chegar mais rapidamente após o pedido de ajuda.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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