Após recuperar movimentos perdidos com doença rara, mãe e filha dançam juntas em hospital

Livia Borges, de 14 anos, voltou a andar e dançar durante tratamento de doença rara; vídeo com a mãe ultrapassou 800 mil visualizações.
Adolescente dança com a mãe durante internação em hospital de Porto Alegre.
Livia Borges dança com a mãe, Elisiane Marques Lopez, durante recuperação no Hospital da Criança Santo Antônio, em Porto Alegre. (Foto: Lidiane Klein e Arquivo pessoal)

Livia Borges, de 14 anos, voltou a andar e a dançar após perder movimentos durante uma crise da síndrome de Guillain-Barré. Ainda internada no Hospital da Criança Santo Antônio, em Porto Alegre (RS), a adolescente comemorou a recuperação ao lado da mãe, Elisiane Marques Lopez. Mãe e filha dançam juntas diante da janela do quarto em uma cena que acabou registrada de um prédio vizinho.

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O vídeo foi feito pela neuropsicóloga Lidiane Klein, que aguardava um paciente em um consultório em frente ao hospital. Naquele momento, ela não sabia quem eram as duas nem o motivo da dança. Depois de publicar a gravação, descobriu que os passos marcavam uma conquista importante para a adolescente.

Livia enfrenta a síndrome de Guillain-Barré, uma doença autoimune rara que atinge os nervos periféricos e pode provocar fraqueza muscular. No caso da jovem, a condição comprometeu seus movimentos. Ao comentar o vídeo, ela explicou que celebrava justamente a possibilidade de voltar a caminhar e dançar.

A gravação rapidamente ganhou espaço nas redes sociais. Na manhã desta quarta-feira (09/09), o registro já havia ultrapassado 800 mil visualizações.

Mãe e filha dançam juntas durante recuperação no hospital

A dança não foi escolhida apenas para comemorar. Elisiane contou que ela e a filha ensaiavam passos de rancheira, ritmo tradicional gaúcho, durante a internação.

O ensaio estava ligado à Semana Farroupilha, período tradicionalmente marcado por atividades culturais no Rio Grande do Sul. Para Livia, conseguir repetir os passos significava retomar uma atividade que fazia parte de sua vida antes da doença.

A mãe comparou aquele momento aos primeiros passos da filha. Além da recuperação física, a dança permitiu que as duas mantivessem durante a internação uma ligação com as tradições cultivadas pela família.

Vídeo registrou momento sem conhecer história da adolescente

Lidiane Klein percebeu as duas pela janela enquanto estava no prédio em frente ao hospital. A neuropsicóloga decidiu gravar a cena sem saber que Livia estava recuperando movimentos afetados pela doença.

O significado do registro só ficou claro depois da publicação. A adolescente se identificou nos comentários e contou que dançar novamente representava uma vitória depois das limitações enfrentadas durante a internação.

Depois de conhecer a história, a própria autora da gravação relatou que passou a enxergar a cena de outra maneira: o que parecia apenas uma dança pela janela registrava, na prática, a possibilidade de Livia voltar a fazer algo que gostava.

Após alta, Livia planeja voltar ao CTG em Bagé

Depois do avanço no tratamento, Livia recebeu alta hospitalar. A adolescente é de Bagé e pertence à segunda geração de tradicionalistas da família.

O próximo plano é retornar à cidade e se reintegrar ao Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Sentinela da Fronteira. A intenção dá continuidade ao que já aparecia dentro do hospital, quando mãe e filha dançam juntas enquanto ensaiavam uma tradição que faz parte da rotina familiar.

Não há confirmação, até o momento, de uma apresentação específica de Livia na Semana Farroupilha. O avanço já comprovado é outro: depois de perder movimentos durante a crise da doença, ela voltou a andar, dançar e deixou o hospital, com o retorno ao CTG entre seus próximos planos.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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