Ex-bailarina, idosa trabalha aos 101 para ter convívio social, dirige sozinha e virou estudo sobre longevidade

JoCleta Wilson, de 101 anos, trabalha como caixa nos EUA por escolha, mantém a rotina de convívio com pessoas e participa de pesquisa sobre longevidade.
JoCleta Wilson, de 101 anos, durante rotina de trabalho como caixa nos Estados Unidos.
Aos 101 anos, JoCleta Wilson trabalha como caixa para manter o convívio com outras pessoas e segue dirigindo sozinha até o emprego. (Foto: Home Depot)

Aos 101 anos, JoCleta Wilson continua trabalhando como caixa em uma loja da Home Depot, nos Estados Unidos, por uma escolha que vai além da renda. Ela mantém o emprego para ter contato com outras pessoas, conversar com clientes e preservar uma rotina social fora de casa. Além disso, Jo mora sozinha e dirige o próprio carro até o trabalho.

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A centenária já se aposentou três vezes, mas decidiu voltar à ativa porque não gosta da ideia de passar os dias parada. Para JoCleta, continuar trabalhando é uma forma de se manter ocupada, conversar com outras pessoas e seguir participando da vida cotidiana.

A autonomia chamou a atenção também por outro motivo. JoCleta afirma que não faz uso regular de medicamentos e passou a integrar um estudo sobre longevidade, no qual pesquisadores analisam características de pessoas que chegam a idades avançadas mantendo independência e boa saúde.

Antes de trabalhar no comércio, ela construiu uma longa trajetória ligada à dança. JoCleta foi bailarina profissional e comandou uma academia por décadas, experiência que manteve o movimento e a atividade física presentes em diferentes fases da vida.

Idosa trabalha aos 101 para manter o convívio com outras pessoas

JoCleta começou a trabalhar na Home Depot em julho de 2021. Em entrevista ao The Washington Post, explicou que o emprego ajuda a mantê-la ocupada e mentalmente ativa. Para ela, o contato com os clientes é tão importante quanto o movimento físico do trabalho.

A centenária disse que gosta de fazer as pessoas sorrirem e de participar do dia delas. Ela escolheu o trabalho justamente porque queria continuar se comunicando com outras pessoas depois das aposentadorias.

Fora da loja, JoCleta também mantém boa parte da própria rotina. Ela dirige, prepara a própria comida e cuida das finanças. Aos 101 anos, segue ao volante e vivendo de forma independente.

Rotina de JoCleta entrou em estudo sobre longevidade

A história ganhou ainda outro capítulo. Em 2025, JoCleta passou a participar de uma pesquisa ligada ao Albert Einstein College of Medicine, instituição que mantém estudos sobre pessoas que chegam a idades avançadas com boa saúde.

Durante a avaliação, pesquisadores coletaram sangue, mediram a força de suas mãos e usaram dispositivos para reunir informações sobre a rotina. JoCleta também respondeu a perguntas sobre hábitos como sono e atividades diárias.

O Albert Einstein College of Medicine informa que seus estudos de longevidade investigam fatores biológicos e genéticos associados ao envelhecimento saudável. Mais de 3 mil participantes já integraram as pesquisas da instituição, entre eles pessoas com 95 anos ou mais.

A participação de JoCleta, porém, não significa que trabalhar, dirigir ou dançar sejam responsáveis por ela ter chegado aos 101 anos. Os pesquisadores analisam diferentes fatores para entender por que algumas pessoas envelhecem mantendo boa saúde.

No caso da ex-bailarina, o motivo para continuar no emprego é mais simples e foi declarado por ela própria: a idosa trabalha aos 101 porque não quer abrir mão das conversas e do contato frequente com outras pessoas.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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