Aos 87 anos, bisavô recordista mundial divide paixão pelo kitesurf com filho e neta

Rick Brackins começou no kitesurf aos 67 ou 68 anos e, quase duas décadas depois, chegou ao Guinness. Hoje, a prática também reúne filho e neta sobre a água.
Rick Brackins pratica kitesurf com o filho Kenneth e a neta Kinley.
Rick Brackins pratica kitesurf ao lado do filho Kenneth e da neta Kinley, reunindo três gerações da família no esporte. (Foto: Guinness Book)

Rick Brackins já tinha 67 ou 68 anos quando viu algumas pessoas praticando kitesurf durante uma viagem a Cabarete, na República Dominicana, em 2006. Em vez de apenas observar da praia, resolveu experimentar. Quase duas décadas depois, continuava entrando no mar e conquistou um recorde mundial aos 87 anos.

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O Guinness World Records homologou a marca em 20 de agosto de 2025, quando Rick tinha 87 anos e 20 dias. O norte-americano passou a ser reconhecido como o homem mais velho a praticar kitesurf.

A idade em que ele começou ajuda a dimensionar a trajetória. Rick nasceu em 7 de julho de 1938 e só conheceu a modalidade em 2006. Como o Guinness não informa o dia da viagem, ele estava com 67 ou 68 anos. Ou seja, a atividade que o levou ao recorde mundial não fazia parte de sua juventude nem de grande parte da vida adulta.

E o esporte que começou por curiosidade também entrou na história da família. Rick já foi fotografado praticando kitesurf ao lado do filho Kenneth e da neta Kinley, reunindo três gerações da família Brackins sobre a água.

Recordista mundial de kitesurf começou aos 67 anos

Quando o Guinness verificou o recorde, já haviam se passado cerca de 19 anos desde a viagem em que ele conheceu o esporte. O recorde também ganha dimensão quando comparado a outras marcas reconhecidas pela instituição. No kitesurf feminino, o Guinness registra Susan Frieder, dos Estados Unidos, que estava com 77 anos e 188 dias quando teve sua marca verificada. Rick superava essa idade em quase uma década quando conquistou o título masculino.

A proximidade com outro recorde chama atenção. O Guinness reconhece o japonês Seiichi Sano como o homem mais velho a surfar, com 88 anos e 288 dias na ocasião da verificação. São modalidades diferentes e recordes independentes, mas os dados colocam Rick entre os praticantes mais velhos reconhecidos pela instituição em esportes conduzidos sobre uma prancha no mar.

Antes de transformar o kitesurf em parte da rotina, Rick trabalhou no mercado imobiliário comercial. Atualmente, é proprietário de um bar e restaurante em Tampa, na Flórida. Ele também pratica mergulho e pesca submarina.

Rick Brackins pratica kitesurf aos 87 anos.
Rick Brackins pratica kitesurf aos 87 anos, idade em que teve o recorde mundial reconhecido pelo Guinness World Records. (Foto: Guinness Book)

Kitesurf passou de descoberta tardia a paixão de três gerações

O título mundial é individual, mas uma das imagens destacadas pelo próprio Guinness mostra outra característica da trajetória de Rick: ele pratica o esporte com o filho Kenneth e a neta Kinley, filha de Kenneth.

A família disse à instituição não conhecer outro caso de três gerações que tenham praticado kitesurf juntas. A informação não representa um segundo recorde: a certificação concedida pelo Guinness a Rick se refere especificamente à idade em que ele praticou a modalidade.

Kenneth também contou que a presença do pai na água provoca uma reação curiosa entre outras pessoas na praia. Segundo o filho, há quem veja Rick praticando e passe a considerar fazer aulas depois de acreditar que já tinha idade demais para começar.

Nesse aspecto, a própria trajetória de Rick oferece uma referência concreta. Diferentemente de atletas que carregam décadas de experiência desde a juventude, ele conheceu o kitesurf quando já se aproximava dos 70 anos e manteve a atividade durante os anos seguintes.

Hoje, Rick tem três filhos, quatro netos e quatro bisnetos. O esporte que encontrou por acaso durante uma viagem acabou atravessando parte dessa família: quase duas décadas depois da primeira experiência em Cabarete, ele continua dividindo a água com duas gerações que vieram depois dele.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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