A busca por um tratamento para Lito Sousa ganhou uma nova possibilidade depois que uma das principais alternativas procuradas pela família deixou de estar disponível. O Ministério da Saúde pediu, nesta quinta-feira (27/08), a inclusão do influenciador em outro estudo experimental realizado nos Estados Unidos.
A iniciativa ocorre após a Ionis Pharmaceuticals informar que seu estudo com o medicamento ION717 não aceita mais novos participantes. A empresa também afirmou que a substância não está disponível atualmente por meio de programas de acesso expandido.
Agora, a tentativa brasileira se concentra no PRiSM, pesquisa patrocinada pelo Broad Institute de MIT e Harvard. Segundo informações divulgadas sobre o caso, o nome de Lito entrou no processo de triagem, mas isso não significa que sua participação esteja garantida.
O avanço representa uma nova etapa na mobilização iniciada pela família e por seguidores após o diagnóstico de doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). O estudo americano está em recrutamento, porém a entrada depende de critérios médicos e das regras estabelecidas pelo protocolo.
Tratamento de Lito Sousa ganha nova tentativa após primeira alternativa fechar
A Ionis havia sido apontada pela família como uma das principais possibilidades. Na terça-feira (25/08) Mila Seidl, esposa de Lito, relatou que recebeu a informação de que o estudo estava fechado para novos participantes e não permitia naquele momento o uso compassivo do medicamento.
No mesmo dia, o Ministério da Saúde confirmou que buscava outra frente. Na quinta, a pasta solicitou a inclusão de Lito em um estudo nos Estados Unidos, enquanto o governo brasileiro também manteve contatos internacionais para procurar pesquisas capazes de recebê-lo.
A diferença é importante: o pedido não reabriu o estudo da Ionis. A nova tentativa envolve o PRiSM, uma pesquisa independente conduzida pelo Broad Institute e apoiada por uma rede vinculada aos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH).
Estudo nos EUA ainda está na primeira fase de testes em humanos
O PRiSM começou a recrutar participantes em 2026 para testar uma terapia baseada em siRNA, molécula desenvolvida para reduzir a produção da proteína priônica associada às doenças desse grupo. É a primeira vez que o candidato é testado em seres humanos.
A pesquisa está na fase 1. Isso significa que o objetivo principal ainda é avaliar segurança, tolerabilidade e dosagem, e não comprovar que o medicamento consegue tratar ou curar a doença. O ClinicalTrials.gov registra uma previsão de 30 participantes.
Metade integra o braço que prevê a administração de uma dose experimental, enquanto o estudo também possui um grupo observacional sem medicamento. Os candidatos passam por critérios de elegibilidade, incluindo avaliação clínica durante a triagem.
Para a família, o passo concreto neste momento é a tentativa de avançar nessa seleção. A mobilização conseguiu levar a busca por um tratamento para Lito Sousa a uma nova frente internacional, mas o acesso à terapia dependerá da avaliação dos pesquisadores e das regras do estudo.
Veja o comunicado do Ministro da Saúde, Alexandre Padrilha, no X:
Pessoal, em relação ao caso do querido Lito Souza, alguns pontos importantes: hoje, infelizmente, não existe no mundo nenhum tratamento para a Creutzfeldt-Jakob (DCJ).
Desde o final de semana, eu e outros membros do ministério estamos em contato com sua família e com…
— Alexandre Padilha (@padilhando) August 25, 2026