Queridinha da Europa, Coca-Cola Triple Z chega ao Brasil sem açúcar, cafeína e calorias

Nova versão reúne zero açúcar, zero calorias e zero cafeína e chega ao mercado brasileiro após boa recepção da fórmula em países europeus.
Latas e garrafas da nova Coca-Cola sem cafeína, com identidade visual preta e dourada.
Nova Coca-Cola sem cafeína chega ao Brasil com fórmula zero açúcar, zero calorias e zero cafeína; lançamento oficial será em setembro. (Foto: divulgação)

Com um foco maior na saúde e no bem-estar dos consumidores, a Coca-Cola traz uma versão sem açúcar, sem calorias e sem cafeína. Chamada de Triple Z, essa versão já é comercializada na Europa e se tornou uma das mais consumidas, principalmente em Portugal. A previsão é que os primeiros lotes já cheguem ao mercado brasileiro em setembro.

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A chegada ocorre enquanto a fabricante tenta acompanhar consumidores mais atentos à quantidade de açúcar, calorias e estimulantes nas bebidas. A proposta não transforma o refrigerante em um produto saudável, mas acrescenta uma alternativa para quem já consome Coca-Cola e prefere evitar cafeína.

Há sinais concretos de que a novidade já entrou na estrutura comercial brasileira. Uma pauta fiscal da Secretaria da Economia de Goiás passou a listar, em julho, a Coca-Cola Triple Z em lata de 350 ml, com código de barras próprio.

O mesmo produto também apareceu em pauta fiscal do Tocantins, com vigência a partir de 1º de agosto de 2026. O registro reforça a chegada da versão ao país, embora a Coca-Cola ainda não tenha publicado uma página brasileira dedicada ao produto.

Coca-Cola sem cafeína já encontrou espaço na Europa

A fórmula não é uma experiência inédita para a companhia. Em Portugal, a Coca-Cola comercializa oficialmente uma versão Zero Açúcar Zero Cafeína, também apresentada como sem calorias.

A própria empresa explica que mantém versões desse tipo porque parte dos consumidores gosta da bebida, mas prefere evitar cafeína em determinados momentos. A comunicação europeia relaciona a opção especialmente ao consumo no fim do dia.

Em julho, a The Coca-Cola Company informou que está levando a Coca-Cola Zero Zero para mercados da Ásia-Pacífico e América Latina após resultados e recepção positivos na Europa. A empresa cita o produto como exemplo de inovação criada para atender diferentes ocasiões de consumo.

Linha Zero cresce mais rápido que os refrigerantes da companhia

A expansão ocorre em um momento de forte crescimento das versões sem açúcar. No segundo trimestre de 2026, a Coca-Cola Zero Sugar avançou 16% em volume no mundo, enquanto o conjunto de refrigerantes gaseificados da companhia cresceu 4%. Os dados foram divulgados pela própria empresa.

No primeiro trimestre, a Zero Sugar já havia registrado alta global de 13%, com crescimento em todas as regiões operacionais da Coca-Cola.

A Coca-Cola sem cafeína adiciona agora outra possibilidade dentro dessa estratégia. Para o consumidor brasileiro, a mudança prática está na escolha de uma versão sem açúcar, calorias e cafeína — sem que isso substitua a recomendação de manter uma alimentação equilibrada e moderar o consumo de refrigerantes.

Coca-Cola sem cafeína será lançada no Rio Gastronomia

A Coca-Cola sem cafeína terá lançamento oficial durante a 16ª edição do Rio Gastronomia, no Rio de Janeiro. O evento promovido pelo jornal O Globo será realizado entre 17 de setembro e 4 de outubro de 2026.

Depois da apresentação, a chegada às lojas ocorrerá gradualmente. A previsão é que a distribuição no varejo comece entre a segunda e a terceira semana de setembro.

Inicialmente, o refrigerante será vendido em latas de 310 ml e 350 ml. A Coca-Cola prevê acrescentar embalagens maiores ao portfólio em 2027. A orientação da companhia é manter o preço próximo ao cobrado pela Coca-Cola Zero convencional.

Distribuição vai avançar antes de campanha nacional

A estratégia da Coca-Cola prevê colocar a nova bebida em mais estabelecimentos antes de intensificar sua divulgação. A campanha publicitária, desenvolvida pelo grupo WPP, tem estreia prevista para outubro, quando o produto deverá estar disponível em uma parcela maior dos pontos de venda.

A decisão busca evitar que a publicidade desperte a procura antes que o consumidor encontre facilmente a nova versão. A campanha terá presença em redes sociais, canais digitais, mídia exterior e pontos de venda.

Supermercados, bares e restaurantes também fazem parte da estratégia de distribuição. A Coca-Cola pretende desenvolver ações com esses estabelecimentos para estimular a presença da versão sem cafeína nas prateleiras e nos cardápios.

Brasil lidera vendas de Coca-Cola Zero no mundo

A escolha do Brasil para receber a nova versão ocorre em um mercado estratégico para a companhia. O país já ocupa a primeira posição mundial em vendas de Coca-Cola Zero e é o quarto maior mercado da The Coca-Cola Company.

A expectativa da fabricante é que essa base facilite a experimentação da novidade. Segundo Raquel Ribeiro, diretora de marketing da marca Coca-Cola no Brasil, a oportunidade envolve tanto consumidores da Zero que evitam cafeína à noite quanto pessoas que ainda não consomem a versão sem açúcar.

A expansão não ficará restrita ao Brasil. Chile e México também receberão o produto em 2026, enquanto Argentina e Uruguai estão previstos para 2027. A chegada à América Latina acontece 16 anos depois da estreia da variante na Espanha, em 2010.

Pesquisa no Brasil identificou interesse em evitar cafeína

A Coca-Cola começou a planejar a introdução da nova versão no Brasil no segundo semestre de 2025. Segundo a empresa, uma pesquisa própria realizada no país apontou alta intenção de experimentar o produto e baixa rejeição entre os participantes.

A cafeína ganhou destaque especialmente entre consumidores com mais de 30 anos. Nesse grupo, o ingrediente apareceu com maior frequência como um dos fatores considerados na escolha das bebidas, diante de preocupações relacionadas ao sono.

“Cada vez mais temos uma população brasileira que, até mais do que a média global, se preocupa com os ingredientes e com a quantidade que consome”, afirmou Raquel Ribeiro em nota à imprensa. A executiva acrescentou que as necessidades dos consumidores mudam e que o portfólio precisa acompanhar essas transformações.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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