Super Alvinho, o menino gênio que criou jogo aos 7 anos, ganha ajuda para voltar à escola

Aos 10 anos, Alvinho está sem estudar e vive em um abrigo com a mãe. Após a repercussão de sua história, doações podem ajudar a família a retornar a Cabo Frio.
Super Alvinho, menino de 10 anos com altas habilidades que recebeu ajuda para voltar à escola.
Super Alvinho, de 10 anos, recebeu doações e ofertas de apoio após sua história ganhar repercussão. A ajuda pode permitir que ele volte a estudar em Cabo Frio. (Foto: Guito Moreto / Agência O Globo)

Uma rede de solidariedade começou a se formar para ajudar Super Alvinho, menino de 10 anos com altas habilidades que está sem estudar e vive atualmente em um abrigo com a mãe, no Rio de Janeiro. Após a história ganhar repercussão, a família recebeu doações e ofertas de apoio para tentar recuperar a rotina escolar do garoto.

Apoio

Até a tarde de segunda-feira (31/08), as contribuições feitas por Pix já haviam chegado a R$ 5 mil. Uma brasileira que mora na Suíça doou R$ 2 mil e se comprometeu a custear pelo menos três mensalidades da escola onde Alvinho havia sido matriculado em Cabo Frio, na Região dos Lagos.

O menino frequentou a instituição por cerca de dois meses, mas precisou interromper os estudos quando a mãe, Priscila Melo, retornou ao Rio para continuar o tratamento contra uma tuberculose resistente a medicamentos na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Com a mobilização, a família agora tenta reunir condições para voltar a Cabo Frio e permitir que Alvinho retome as aulas. Uma organização não governamental no Morro do Turano, que possui laboratório de robótica, também demonstrou interesse em oferecer uma vaga ao garoto.

Super Alvinho criou jogo aos 7 anos

A interrupção dos estudos contrasta com a trajetória de aprendizagem de Alvinho. Aos 7 anos, depois de participar de um curso on-line de programação da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, ele criou o jogo “Super Alvinho”, todo desenvolvido em inglês.

Na história, o personagem principal é um cientista que usa seus conhecimentos para construir robôs agrícolas e pesquisar maneiras de melhorar a produção e a distribuição de alimentos. O interesse por tecnologia também levou o menino a participar de atividades de robótica na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A facilidade para aprender apareceu ainda na primeira infância. Segundo Priscila, o filho aprendeu a ler e escrever aos 4 anos, durante a pandemia, com auxílio do GraphoGame, aplicativo do Ministério da Educação. Depois, uma avaliação confirmou as altas habilidades do garoto.

Talento também levou menino a universidades e premiação

Em 2023, Alvinho participou como palestrante de um evento sobre Pedagogia Social na Universidade Federal Fluminense (UFF). Ele também passou a disputar competições de xadrez e robótica enquanto desenvolvia novos interesses na área de tecnologia.

No ano seguinte, recebeu a Medalha Pedro Ernesto, concedida pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, por seu destaque na educação. Na época, tornou-se a pessoa mais jovem a receber a homenagem.

A trajetória escolar, porém, passou a ser afetada pelas dificuldades financeiras e de moradia enfrentadas pela família. Agora, as doações e ofertas de apoio representam uma possibilidade concreta de reorganizar essa rotina. O próximo passo é conseguir viabilizar a mudança para Cabo Frio para que Super Alvinho possa voltar à escola e continuar os estudos.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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