Novas regras do Pix entram em vigor nesta terça-feira (01) e aumentam chances de recuperar dinheiro de golpes

Mudança do Banco Central aumenta de 30 para 80 dias o período para contestar uma devolução fraudulenta e reforça a proteção de quem recebeu um Pix legítimo.
Celular com símbolo do Pix ao lado de notas de real e ícone de segurança.
Nova regra do Pix aumenta para 80 dias o prazo para contestar devoluções fraudulentas pelo MED. Imagem ilustrativa. (Foto: imagem gerada por IA)

As novas regras do Pix ganham mais uma etapa de segurança nesta terça-feira (01/09). O Banco Central passou de 30 para 80 dias o prazo para contestar uma devolução feita pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED) quando houver suspeita de fraude. A mudança beneficia principalmente quem recebeu um pagamento legítimo e depois teve o dinheiro retirado após uma contestação indevida.

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A mudança também beneficia comerciantes, prestadores de serviço e outros recebedores, que sofrem golpes com pedidos de estornos. Nesses casos, o recebedor terá mais tempo para informar ao banco que a devolução não deveria ter ocorrido e apresentar documentos que comprovem a transação, como registros da venda ou da entrega. Até segunda-feira (31/08), essa contestação precisava ocorrer em até 30 dias.

Para quem fez um Pix e depois descobriu que caiu em um golpe, o prazo não mudou. A vítima já podia acionar o MED em até 80 dias contados da transferência original. O que muda agora é o outro lado do processo: quem sofreu uma devolução fraudulenta também passa a ter 80 dias para reagir.

O prazo maior se soma ao MED 2.0, que já permite rastrear o dinheiro desviado para além da primeira conta usada pelo criminoso. Segundo o Banco Central, o sistema de rastreamento em camadas está em produção desde 11 de maio de 2026 e foi criado justamente para aumentar a possibilidade de localizar recursos que os golpistas transferem rapidamente entre diferentes contas.

Novas regras do Pix dão mais tempo para contestar fraude

O MED funciona como um procedimento específico para situações de golpe, fraude ou falha operacional. Ao receber uma contestação, as instituições envolvidas analisam o caso e podem bloquear valores disponíveis nas contas relacionadas à operação suspeita.

Se os bancos confirmarem a fraude, a vítima pode receber o dinheiro de volta de forma total ou parcial. O Banco Central informa que as instituições têm até sete dias para analisar o caso e, após a confirmação, até 96 horas para devolver o que estiver disponível.

A recuperação, porém, não é automática. Ela depende tanto da conclusão da análise quanto da existência de dinheiro nas contas envolvidas. Por isso, o próprio BC recomenda que a vítima comunique o banco o mais rápido possível ao perceber o golpe.

MED consegue seguir dinheiro transferido para outras contas

Outra proteção importante já funciona desde maio. Com o MED 2.0, o sistema consegue rastrear a dispersão dos valores para outras contas usadas no caminho da fraude. Antes, a busca se concentrava principalmente na conta que recebeu o Pix inicialmente.

Isso é importante porque criminosos costumam movimentar rapidamente o dinheiro recebido. Ao acompanhar outras etapas da transferência, as instituições passam a procurar recursos também em contas posteriores da cadeia, aumentando as possibilidades de recuperação.

O Banco Central ainda prepara um ajuste operacional para 26 de outubro, que identificará na comunicação entre as instituições em qual camada do rastreamento está cada transação suspeita. Segundo a autarquia, essa mudança não altera o funcionamento para o usuário.

Quem cair em um golpe deve acionar o MED diretamente pelo aplicativo ou pelos canais do próprio banco e também pode registrar boletim de ocorrência. Com as novas regras do Pix, o prazo maior melhora a defesa contra devoluções fraudulentas, mas agir rapidamente continua sendo decisivo para aumentar a possibilidade de encontrar o dinheiro antes que ele saia das contas rastreadas.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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