Aos 14, jovem cava lago para escola e vê quintal ganhar vida nove anos depois

Maggie Johnson cavou um lago aos 14 anos para a escola. Nove anos depois, o quintal atrai anfíbios, aves e recebeu certificação ambiental.
Lago criado por Maggie Johnson para projeto escolar, cercado por plantas e usado como habitat por animais silvestres.
Maggie Johnson começou a cavar o lago aos 14 anos para um projeto escolar; nove anos depois, o espaço virou habitat para diferentes espécies de animais e plantas. (Foto: Steven David Johnson)

Um trabalho de escola feito aos 14 anos continuou crescendo muito depois da entrega da atividade. Maggie Johnson cavou um pequeno lago no quintal de casa, nos Estados Unidos, e nove anos depois o espaço reúne diferentes formas de vida selvagem.

Apoio

O lago projeto escolar surgiu em 2017, quando Maggie cursava uma disciplina de agricultura no ensino médio, no Vale do Shenandoah, no estado da Virgínia. Ela pesquisou como construir o espaço e começou a escavação à mão.

O círculo aberto no gramado tinha aproximadamente 3,6 metros de diâmetro. Na primavera de 2018, o lago já estava cheio de água, e os primeiros sapos-americanos apareceram poucas semanas depois.

Com o passar dos anos, o lugar deixou de ser apenas o resultado de uma tarefa escolar. O jardim ao redor ganhou plantas nativas, recebeu novos animais e acabou certificado como habitat para vida selvagem pela National Wildlife Federation (NWF).

Lago projeto escolar começou com cerca de US$ 160

Segundo relatos sobre a experiência da família, os primeiros gastos ficaram em aproximadamente US$ 160, incluindo ferramentas, revestimento para o lago e plantas.

Maggie iniciou o trabalho sozinha, mas os pais, Steven e Anna Maria, depois entraram no projeto. Eles ajudaram a organizar as margens com terra, pedras e vegetação, enquanto o espaço passava a fazer parte permanentemente do quintal.

Plantas ajudaram animais a ocupar o quintal

A família também começou a estudar maneiras de tornar o ambiente mais favorável à biodiversidade. Espécies nativas foram colocadas ao redor da água para oferecer alimento e abrigo a animais que vivem na região.

Entre elas estão plantas conhecidas nos Estados Unidos como buttonbush, joe-pye weed e pickerelweed. Depois, a família acrescentou nenúfares brancos ao lago, que oferecem abrigo para anfíbios e pequenos invertebrados aquáticos.

A mudança trouxe novos visitantes. Além dos primeiros sapos, o espaço passou a receber rãs, libélulas, besouros aquáticos e aves. Outros animais também utilizam a água para beber ou tomar banho.

Projeto continuou mesmo depois da escola

Hoje, aos 23 anos, Maggie ainda acompanha o lago que começou a construir quando era adolescente. Ela observa os organismos que aparecem no local e registra parte deles por meio de desenhos.

O jardim também recebeu a certificação Certified Wildlife Habitat, concedida pela NWF a espaços que oferecem elementos como água, alimento, abrigo e locais adequados para a fauna criar seus filhotes. A certificação não transforma o terreno em reserva ambiental, mas reconhece as condições criadas no local.

Nove anos depois, o lago projeto escolar permanece no mesmo quintal onde antes havia principalmente gramado. A principal diferença agora pode ser vista — e ouvida — nos animais que passaram a usar aquele pequeno espaço como habitat.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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