A M. Dias Branco encerrou 2025 com uma redução de 18% nas emissões absolutas de gases de efeito estufa dos Escopos 1 e 2, em comparação com 2020. O resultado deixa a companhia a 2 pontos percentuais da meta de cortar 20% dessas emissões até 2030.
O avanço nas emissões da M. Dias Branco aparece em meio a outro resultado divulgado pela empresa: pelo segundo ano consecutivo, ela recebeu o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol. O reconhecimento foi concedido a partir do inventário referente às emissões de 2025.
São dois indicadores diferentes. Enquanto os 18% mostram quanto as emissões dos Escopos 1 e 2 caíram desde o ano-base, o Ouro avalia a elaboração, a publicação e a verificação do inventário usado para contabilizar os gases emitidos.
Essa diferença é importante porque o selo, sozinho, não significa que uma empresa reduziu suas emissões. Segundo as regras do programa coordenado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGVces), a classificação Ouro exige um inventário completo dos Escopos 1 e 2 e verificação independente por organismo acreditado pelo Inmetro.
M. Dias Branco se aproxima da meta de emissões para 2030
A companhia estabeleceu 2020 como referência para sua meta climática. Em 2023, a redução acumulada dos Escopos 1 e 2 estava em 13,8%. No fechamento de 2025, o indicador informado pela empresa chegou a 18%.
Com isso, restam 2 pontos percentuais para atingir a meta de 20%. O prazo estabelecido pela própria M. Dias Branco termina em 2030, portanto o indicador ainda precisa continuar sendo acompanhado nos próximos anos.
Entre as frentes adotadas pela marca estão a substituição de fontes de energia e combustíveis, melhorias de eficiência nos processos produtivos e ações junto a fornecedores. Em 2025, 85,26% da energia contabilizada no Escopo 2 era de origem renovável, segundo o relatório integrado.
Selo Ouro aumenta controle sobre os dados
No novo ciclo, o inventário da M. Dias Branco também passou a incorporar informações de suas operações internacionais. A mudança aumentou a abrangência das informações reunidas pela empresa antes da verificação independente.
O Programa Brasileiro GHG Protocol existe desde 2008 e adapta ao Brasil uma metodologia internacional para calcular e publicar emissões corporativas de gases de efeito estufa. Os inventários ficam disponíveis no Registro Público de Emissões.
Para a M. Dias Branco, o próximo marco mensurável continua sendo a meta de 20% de redução até 2030. O Selo Ouro confirma que o inventário usado para acompanhar essa trajetória passou novamente pela verificação exigida pelo programa; os próximos relatórios mostrarão se os 2 pontos percentuais restantes serão efetivamente eliminados.