Sagui raro é resgatado após possível atropelamento e será levado para centro especializado

Um sagui de pelagem quase totalmente branca se recupera em Jaraguá do Sul e, após o atendimento veterinário, seguirá para avaliação no Cetas-SC.
Sagui de pelagem branca resgatado em Jaraguá do Sul.
Sagui de pelagem quase totalmente branca foi resgatado em Jaraguá do Sul após um possível atropelamento e será encaminhado para um centro especializado. (Foto: Prefeitura de Jaraguá do Sul/Divulgação)

Um sagui raro foi resgatado em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, está se recuperando após um possível atropelamento e, quando deixar os cuidados veterinários, será encaminhado para um centro especializado em animais silvestres.

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O animal chama atenção pela pelagem quase totalmente branca, característica associada ao leucismo, alteração genética que reduz a pigmentação. Ele foi encontrado na sexta-feira (04/09), no bairro Rio Cerro II, e recolhido pela Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama).

Após o resgate, o sagui foi colocado em uma caixa de transporte e levado para atendimento veterinário. Ele permanece em observação enquanto recebe os cuidados necessários, segundo informações atribuídas ao responsável pelo resgate, Christian Raboch Lempek.

A próxima etapa ocorrerá depois da recuperação clínica. O animal será levado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres de Santa Catarina (Cetas-SC), em Florianópolis, onde passará por nova avaliação antes que os especialistas definam sua destinação.

Sagui raro resgatado tem pelagem quase toda branca

A aparência incomum está ligada ao leucismo. Diferentemente do albinismo, a condição provoca perda parcial ou quase completa da pigmentação e pode deixar pelos ou penas muito claros.

No caso encontrado em Jaraguá do Sul, a pelagem branca fez o animal se destacar ainda mais durante o atendimento. A característica, porém, não muda a prioridade inicial dos profissionais: avaliar possíveis ferimentos decorrentes da ocorrência e acompanhar sua recuperação.

A Fujama mantém serviço municipal para resgatar animais silvestres encontrados em situação de perigo ou que possam representar risco à população. Em 2026, a própria fundação abriu credenciamento para serviços veterinários especializados destinados a animais silvestres resgatados, incluindo avaliação clínica, diagnóstico, medicamentos, alojamento e reabilitação.

Centro especializado definirá a destinação do sagui

O Cetas-SC funciona no Parque Estadual do Rio Vermelho, em Florianópolis, e integra a estrutura estadual voltada ao recebimento e à destinação de animais silvestres.

Centros desse tipo recebem animais oriundos de resgates, apreensões ou entregas voluntárias e podem realizar triagem, tratamento, recuperação e reabilitação antes da definição sobre o destino mais adequado.

Há ainda uma particularidade no caso dos saguis do gênero Callithrix em Santa Catarina. O Instituto do Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina (IMA) os enquadra como espécies exóticas invasoras e mantém regras específicas para manejo, transporte e destinação desses animais.

Por isso, a recuperação na clínica não encerra o atendimento. Depois que estiver em condições de ser transferido, o sagui raro resgatado seguirá para Florianópolis, onde a equipe especializada fará uma nova avaliação e decidirá qual destinação atende às normas e às condições do animal.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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