Quando decidiu investir em um rancho antigo como moradia, o ator Bruno Gagliasso e a esposa dele, Giovanna Ewbank, não imaginavam na importância que o local teria para a flora e a fauna brasileira. Localizada no interior do Rio de Janeiro, a propriedade virou espaço para um trabalho que une recuperação da vegetação e cuidado com animais silvestres.
Batizado de Rancho da Montanha, o local recebeu mais de 23 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica nos últimos dois anos. Segundo o ator, a meta é chegar a 100 mil árvores. Além de recompor a vegetação, essas espécies também ajudam a formar áreas com alimento e abrigo para animais que vivem ou passam pela propriedade.
O trabalho com a fauna também ganhou uma estrutura própria. O rancho é usado na reabilitação de animais silvestres resgatados e conta com um espaço onde aves podem reaprender comportamentos necessários antes de uma eventual volta à natureza.
Bruno Gagliasso transforma rancho com milhares de mudas
A recuperação da vegetação começou antes mesmo de outras estruturas da propriedade ficarem prontas. Entre as primeiras mudas plantadas estavam espécies como ingá, araçá, figueira, paineira, cedro e ipê, além de árvores frutíferas.
A ideia é fazer com que áreas antes com pouca vegetação voltem a formar uma cobertura mais próxima da Mata Atlântica existente na região. Em entrevista publicada em 2024, Bruno explicou que a intenção é que o conjunto das mudas se transforme, com o tempo, em uma floresta.
Agora em 2026 o plantio continua como parte do projeto ambiental do Rancho da Montanha. A recuperação da vegetação ainda é uma forma de favorecer nascentes e criar novos espaços para a fauna.
Rancho também ajuda animais resgatados a voltar à natureza
O rancho de Bruno Gagliasso também foi adaptado para receber animais silvestres encaminhados para reabilitação. O trabalho já contou com apoio de instituições como o Instituto Vida Livre e de órgãos ambientais responsáveis pela recuperação e destinação dos bichos.
Entre as estruturas está uma chamada “escola de voo”, um espaço maior onde aves resgatadas podem reaprender a voar e procurar alimento. Essa preparação é necessária porque alguns animais passaram longos períodos presos e não podem simplesmente ser soltos sem avaliação e adaptação.
Em 2021, Bruno relatou a participação na recuperação de 150 pássaros resgatados. Na mesma época, o ator ajudou a custear o tratamento de uma loba-guará que seria devolvida ao habitat após a recuperação e a definição do local de soltura pelos responsáveis ambientais.
Assim, reflorestamento e proteção dos animais passaram a fazer parte do mesmo projeto. Enquanto novas árvores crescem e formam áreas de abrigo e alimentação, animais que chegam ao local podem passar por preparação antes de uma possível soltura.