O novo supercomputador brasileiro dedicado à inteligência artificial ficará no Rio Grande do Norte e atenderá universidades, instituições de pesquisa, órgãos públicos e o ecossistema de inovação. Esses setores poderão usar a estrutura para desenvolver pesquisas e aplicações que exigem grande poder de processamento.
O Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) conduz o projeto e instalará a máquina no Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo (PAX), em Macaíba, na Região Metropolitana de Natal. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) mantém o LNCC como uma de suas unidades de pesquisa.
Para universidades e centros de pesquisa, o equipamento deverá oferecer uma estrutura capaz de desenvolver, treinar e executar modelos avançados de inteligência artificial. Empresas ligadas ao ecossistema de inovação também estão entre os setores que poderão participar de projetos e colaborações apoiados pela nova capacidade computacional.
O acesso, porém, ainda não começou. O governo está em processo de aquisição do supercomputador brasileiro e ainda não detalhou como distribuirá a capacidade da máquina entre instituições e projetos.
Supercomputador brasileiro vai treinar modelos de inteligência artificial
O equipamento foi planejado especialmente para tarefas que exigem processamento pesado. Entre elas estão o treinamento e a execução de modelos avançados de IA, incluindo os chamados grandes modelos de linguagem, tecnologia usada em sistemas capazes de compreender e gerar textos.
Isso permite que pesquisadores trabalhem com volumes de dados e modelos que demandam uma estrutura muito maior do que computadores convencionais conseguem oferecer. Atualmente, o Brasil já possui supercomputadores voltados à ciência, mas a nova instalação nasce com foco específico nas demandas crescentes da inteligência artificial.
Segundo o LNCC, o país possui 10 máquinas na lista dos 500 supercomputadores mais poderosos do mundo. Entre elas está o Santos Dumont, que atende a comunidade científica brasileira em pesquisas de diferentes áreas.
Investimento no equipamento se aproxima de R$ 1 bilhão
A compra entrou em uma nova etapa em 20 de agosto, quando o governo publicou a seleção pública para contratar a solução integrada de computação de alto desempenho. O processo prevê R$ 959 milhões para o objeto da contratação.
Além dos equipamentos, o projeto prevê transferência de tecnologia e capacitação de profissionais brasileiros. A proposta é formar equipes capazes de operar a infraestrutura e desenvolver competências em software e inteligência artificial dentro do país.
Agora, uma das próximas definições será justamente como universidades, pesquisadores, órgãos públicos e empresas poderão utilizar o supercomputador brasileiro. O LNCC já indicou os públicos que a infraestrutura deverá atender, mas ainda não divulgou os critérios de acesso nem como distribuirá a capacidade entre os projetos.