O Savegnago chegou a R$ 7,9 bilhões em faturamento em 2025, mas uma das políticas mantidas pela rede começou muito antes de o negócio atingir escala bilionária. Desde 1978, o grupo destina parte do resultado aos funcionários.
Hoje, o Savegnago divide 25% do resultado líquido com a equipe. O pagamento ocorre duas vezes por ano: em julho, referente ao primeiro semestre, e em janeiro, relativo à segunda metade do ano. A política alcança diferentes funções, de trabalhadores das lojas aos gerentes.
O contraste está no tamanho que a empresa ganhou desde então. O negócio nasceu em Sertãozinho, no interior de São Paulo, em 1976. Atualmente, o grupo informa gerar mais de 14 mil postos de trabalho diretos e atuar por meio de supermercados, atacarejos, postos de combustíveis e outras operações.
A divisão dos resultados, portanto, atravessou quase toda a história da companhia. Ela começou apenas dois anos depois da abertura do primeiro mercado e permaneceu durante a expansão que transformou uma pequena loja regional em uma das maiores redes supermercadistas do país.
Savegnago divide lucros desde quando tinha poucas lojas
A primeira unidade surgiu depois que Aparecido Savegnago deixou o beneficiamento de arroz e comprou, em 1976, um mercado de aproximadamente 300 metros quadrados. O estabelecimento tinha dois caixas e seis funcionários.
Dois anos depois, a família aumentou a primeira loja e começou a comprar outros mercados em Sertãozinho. No fim de 1979, já eram cinco unidades. Foi justamente nessa etapa inicial que, segundo o atual diretor-presidente, Chalim Savegnago, começou a divisão de resultados com os trabalhadores.
Quase cinco décadas depois, a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) coloca o grupo entre as maiores empresas do varejo alimentar brasileiro. O Ranking ABRAS 2026 considera o desempenho das companhias em 2025 e é produzido em parceria com a NielsenIQ.
Política para funcionários ganhou outras frentes
A participação nos resultados não é a única política adotada pela rede para enfrentar um problema recorrente do varejo: a dificuldade de atrair e manter trabalhadores.
Em 2026, o ghttps://www.savegnago.com.br/quem-somos?utm_source=chatgpt.comrupo também passou a operar suas lojas com a escala 5×2, mantendo a jornada semanal de 44 horas. Uma reportagem da Folha de S.Paulo, publicada em maio, mostrou uma consequência concreta dessa mudança: a procura por vagas cresceu 120%, segundo a própria empresa.
O resultado não significa que a divisão de lucros tenha provocado o aumento nas candidaturas. São políticas diferentes. O dado, porém, ajuda a mostrar que a gestão de pessoal continua ocupando espaço nas decisões da empresa décadas depois da criação da participação nos resultados.
Ao completar 50 anos em 2026, o grupo chega a uma dimensão muito diferente daquela do primeiro mercado de Sertãozinho. A prática iniciada em 1978, porém, permanece: o Savegnago divide lucros com seus funcionários em dois pagamentos anuais, destinando a eles um quarto do resultado líquido informado pela empresa.