Empresário fatura R$ 7,9 bilhões e divide 25% do lucro com funcionários há 48 anos

Rede que faturou R$ 7,9 bilhões em 2025 mantém desde 1978 a divisão de lucros com funcionários e destina 25% do resultado líquido à equipe.
Empresário Chalim Savegnago, presidente do Grupo Savegnago.
Chalim Savegnago comanda a rede de supermercados que mantém, desde 1978, uma política de divisão de lucros com os funcionários. (Foto: divulgação)

O Savegnago chegou a R$ 7,9 bilhões em faturamento em 2025, mas uma das políticas mantidas pela rede começou muito antes de o negócio atingir escala bilionária. Desde 1978, o grupo destina parte do resultado aos funcionários.

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Hoje, o Savegnago divide 25% do resultado líquido com a equipe. O pagamento ocorre duas vezes por ano: em julho, referente ao primeiro semestre, e em janeiro, relativo à segunda metade do ano. A política alcança diferentes funções, de trabalhadores das lojas aos gerentes.

O contraste está no tamanho que a empresa ganhou desde então. O negócio nasceu em Sertãozinho, no interior de São Paulo, em 1976. Atualmente, o grupo informa gerar mais de 14 mil postos de trabalho diretos e atuar por meio de supermercados, atacarejos, postos de combustíveis e outras operações.

A divisão dos resultados, portanto, atravessou quase toda a história da companhia. Ela começou apenas dois anos depois da abertura do primeiro mercado e permaneceu durante a expansão que transformou uma pequena loja regional em uma das maiores redes supermercadistas do país.

Savegnago divide lucros desde quando tinha poucas lojas

A primeira unidade surgiu depois que Aparecido Savegnago deixou o beneficiamento de arroz e comprou, em 1976, um mercado de aproximadamente 300 metros quadrados. O estabelecimento tinha dois caixas e seis funcionários.

Dois anos depois, a família aumentou a primeira loja e começou a comprar outros mercados em Sertãozinho. No fim de 1979, já eram cinco unidades. Foi justamente nessa etapa inicial que, segundo o atual diretor-presidente, Chalim Savegnago, começou a divisão de resultados com os trabalhadores.

Quase cinco décadas depois, a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) coloca o grupo entre as maiores empresas do varejo alimentar brasileiro. O Ranking ABRAS 2026 considera o desempenho das companhias em 2025 e é produzido em parceria com a NielsenIQ.

Política para funcionários ganhou outras frentes

A participação nos resultados não é a única política adotada pela rede para enfrentar um problema recorrente do varejo: a dificuldade de atrair e manter trabalhadores.

Em 2026, o ghttps://www.savegnago.com.br/quem-somos?utm_source=chatgpt.comrupo também passou a operar suas lojas com a escala 5×2, mantendo a jornada semanal de 44 horas. Uma reportagem da Folha de S.Paulo, publicada em maio, mostrou uma consequência concreta dessa mudança: a procura por vagas cresceu 120%, segundo a própria empresa.

O resultado não significa que a divisão de lucros tenha provocado o aumento nas candidaturas. São políticas diferentes. O dado, porém, ajuda a mostrar que a gestão de pessoal continua ocupando espaço nas decisões da empresa décadas depois da criação da participação nos resultados.

Ao completar 50 anos em 2026, o grupo chega a uma dimensão muito diferente daquela do primeiro mercado de Sertãozinho. A prática iniciada em 1978, porém, permanece: o Savegnago divide lucros com seus funcionários em dois pagamentos anuais, destinando a eles um quarto do resultado líquido informado pela empresa.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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