Jovens brasileiros da robótica do SESI vencem mundial com projeto acessível

Estudantes do SESI Ananindeua criaram réplicas arqueológicas em 3D com recursos de acessibilidade e conquistaram o principal prêmio de torneio na China.
Estudantes apresentam o Relicário Amazônia, projeto que usa impressão 3D e tecnologia NFC para tornar peças arqueológicas mais acessíveis ao público.
Estudantes da equipe Born to Fight, da Escola SESI Ananindeua, comemoram a conquista do Champions Award no torneio internacional de robótica realizado em Pequim, na China. (Foto: divulgação)

Um grupo de jovens brasileiros na robótica, com idades entre 13 e 16 anos, levou para a China uma ideia criada em Ananindeua, no Pará: usar tecnologia para aproximar pessoas de peças arqueológicas sem colocar os objetos originais em risco.

Apoio

A solução foi desenvolvida pela equipe Born to Fight, da Escola SESI Ananindeua. Batizado de Relicário Amazônia, o projeto combina impressão 3D e tecnologia NFC para produzir réplicas de artefatos e oferecer informações sobre a história de cada peça.

O trabalho ajudou os estudantes a conquistar o Champions Award, principal prêmio do FIRST LEGO League Asia Open Championship 2026, realizado em Pequim. A equipe ficou em primeiro lugar entre 160 times de 30 países e regiões.

Foi a primeira participação de uma equipe paraense em um mundial da modalidade. Mais do que premiar o desempenho dos robôs, a competição avalia também inovação, projeto técnico, colaboração e a capacidade de encontrar soluções para problemas reais.

Jovens brasileiros na robótica tornam arqueologia mais acessível

A ideia surgiu a partir do tema da temporada da FIRST LEGO League, dedicado à arqueologia. Os estudantes partiram de uma dificuldade conhecida por museus e instituições de preservação: muitos artefatos precisam permanecer protegidos e não podem ser tocados pelo público.

Com a impressão 3D, a equipe consegue criar réplicas que podem ser manuseadas sem desgaste das peças originais. O recurso também permite que pessoas com deficiência visual conheçam formas, volumes e detalhes por meio do toque.

A tecnologia NFC completa a experiência. Ao aproximar um celular da réplica, o visitante pode acessar informações sobre a origem, o contexto histórico e a importância cultural do objeto.

Trabalho começou antes da viagem à China

O resultado internacional veio depois de outras etapas. Em março de 2026, durante a disputa nacional realizada em São Paulo, a Born to Fight recebeu o Prêmio Niède Guidon de melhor Projeto de Inovação do Brasil e ficou em primeiro lugar em Design do Robô.

A trajetória, porém, é mais antiga. Em 2024, a equipe do SESI Ananindeua já havia conquistado o Champions Award de uma etapa regional da FIRST LEGO League e liderado também a categoria de Desempenho do Robô.

Na China, o reconhecimento não ficou restrito aos estudantes. Cleibson Magalhães, coordenador de Robótica das Escolas SESI, também recebeu o Outstanding Coach Award pelo trabalho de orientação.

A vitória coloca os jovens brasileiros na robótica diante de um resultado que vai além do troféu: o projeto desenvolvido em uma escola do Pará mostrou uma aplicação prática para tornar patrimônio histórico mais acessível, enquanto preserva as peças originais.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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