Brasil leva seleção de futebol de robôs à olimpíada na China

Integrantes da seleção brasileira de robôs posam com robô humanoide e bandeiras do Team Brazil.
Integrantes do Team Brazil posam ao lado de um robô humanoide durante a preparação para a competição internacional na China. A seleção reúne estudantes e pesquisadores de diferentes universidades brasileiras. (Foto: RoboCup Brasil/Divulgação)

O Brasil terá uma seleção formada por estudantes e pesquisadores de diferentes universidades na disputa de futebol dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides, que começam neste sábado (22/08), em Pequim, na China. A participação ocorre depois de uma equipe brasileira terminar a edição de 2025 em 5º lugar na categoria de futebol humanoide 3 contra 3.

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Desta vez, o país chega com uma estrutura diferente. Cinco equipes que já participam de competições da RoboCup se juntaram para formar o Team Brazil: RoboFEI, Bahia Robotics Team, RobôCIn, Warthog Robotics e Talos Humanoid Robots.

A união coloca na mesma equipe conhecimentos desenvolvidos em instituições de diferentes estados. Entre os integrantes estão representantes da Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade de São Paulo (USP), Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e Centro Universitário FEI.

No campo, porém, quem corre atrás da bola são máquinas. Os brasileiros precisam programar os robôs para enxergar o jogo, tomar decisões e executar ataques e defesas de forma autônoma, sem que uma pessoa controle cada movimento durante a partida.

Seleção brasileira de robôs reúne cinco equipes

A formação conjunta é uma das particularidades da participação de 2026. Segundo a organização da RoboCup Ásia-Pacífico, esta é a primeira vez que o RCAP Beijing Masters recebe uma seleção nacional. A equipe reúne integrantes de diferentes times da RoboCup.

A base para essa colaboração começou a ser construída em competições anteriores. Em 2025, a RoboFEI representou o Brasil na primeira edição dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides e terminou em 5º lugar geral no futebol 3 contra 3.

Agora, estudantes que antes defendiam projetos universitários distintos precisam dividir soluções e estratégias. O professor Flavio Tonidandel, do Centro Universitário FEI e vice-presidente da RoboCup Brasil e da RoboCup Federation, acompanha o grupo como mentor.

Futebol de robôs exige decisões sem controle humano

Na modalidade, as equipes trabalham com robôs humanoides Booster T2 e recebem uma base de programação semelhante. A diferença aparece no desenvolvimento feito por cada grupo para melhorar a capacidade da máquina de reconhecer situações e reagir durante o jogo.

Isso inclui fazer o robô localizar a bola, deslocar-se pelo campo, escolher entre atacar ou defender e coordenar ações com os demais jogadores. A competição também reúne participantes de países como China, Alemanha, Itália, México, Malásia e Tailândia.

Os Jogos Mundiais de Robôs Humanoides serão realizados de 22 a 26 de agosto no Oval Nacional de Patinação de Velocidade, em Pequim. A organização prevê 51 provas e 1.301 disputas ao longo dos cinco dias. Para a seleção brasileira, o próximo resultado dependerá do desempenho dos programas desenvolvidos pelo grupo quando os robôs finalmente entrarem em campo.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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