Angelina Jolie transforma projeto no Camboja em proteção de 40 mil hectares

Angelina Jolie comprou 39 hectares no Camboja em 2003, mas o projeto que nasceu na região hoje participa da proteção de mais de 40 mil hectares.
Angelina Jolie, fundadora da Maddox Foundation, que atua na proteção ambiental no Camboja
Angelina Jolie mantém há mais de duas décadas uma ligação com o Camboja, onde a fundação criada por ela desenvolve projetos de conservação ambiental e apoio às comunidades locais. (Foto: divulgação / Maddox Foundation)

Uma propriedade de cerca de 39 hectares comprada por Angelina Jolie no Camboja há mais de duas décadas acabou se tornando o ponto de partida para um trabalho ambiental de proporções muito maiores. Hoje, a fundação criada pela atriz participa da proteção de mais de 40 mil hectares de floresta na região de Samlaut.

Apoio

É nessa região que atua a Maddox Foundation, organização fundada pela atriz e atualmente administrada por uma equipe formada integralmente por profissionais locais. Em parceria com o governo cambojano, o grupo mantém patrulhas e ações contra a caça e a exploração ilegal de madeira, além de projetos de reflorestamento.

O trabalho também alcançou quem vive perto da floresta. A fundação desenvolve programas de agricultura, apicultura, saúde e educação, criando uma relação na qual a conservação ambiental está ligada às condições de vida das comunidades.

Angelina Jolie no Camboja iniciou projeto há mais de 20 anos

A ligação de Angelina Jolie com o país ganhou força no início dos anos 2000. Depois de trabalhar no Camboja durante as filmagens de “Lara Croft: Tomb Raider” e adotar Maddox, nascido no país, ela comprou a propriedade próxima a Samlaut.

O trabalho da fundação começou em 2003 com outra necessidade da população: ajudar comunidades a recuperar terrenos atingidos por minas terrestres deixadas por décadas de conflitos. Com áreas novamente seguras para viver e cultivar, a atuação avançou para conservação ambiental e infraestrutura comunitária.

Em 2006, a organização passou a participar da proteção da floresta de Samlaut. Moradores foram recrutados e treinados como guardas florestais para combater caça e extração ilegal de madeira. Anos depois, parte desses profissionais passou a integrar oficialmente a estrutura governamental de fiscalização ambiental.

Floresta protegida também gera renda para moradores

Uma das iniciativas mostra como preservação e renda podem caminhar juntas. Agricultores locais recebem treinamento para trabalhar com apicultura, atividade que depende da manutenção da vegetação e das flores usadas pelas abelhas.

Em 2025, os apicultores ligados ao programa produziram 1.392 litros de mel. Entre setembro daquele ano e janeiro de 2026, o número de colmeias passou de 40 para 90. A fundação também informa que 26 propriedades vizinhas aceitaram receber colmeias e reduzir o uso de pesticidas.

O alcance não termina na floresta. Instalações públicas de saúde apoiadas pela organização atendem mais de 10 mil moradores por ano, segundo a Maddox Foundation. A entidade também mantém ações de acesso à água, educação e agricultura sustentável.

Mais de 20 anos depois da compra da propriedade, os 39 hectares ajudam a contar apenas o começo da história de Angelina Jolie no Camboja. O trabalho atual depende da atuação conjunta de comunidades, autoridades e profissionais locais para manter a floresta protegida e gerar alternativas de renda para quem vive em Samlaut.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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