O cantor Zeca Pagodinho recebeu nesta terça-feira (15/09), em Xerém, Duque de Caxias (RJ), o título de Embaixador da Agricultura Urbana e Periurbana. A homenagem foi entregue pela ministra Fernanda Machiaveli, em nome do presidente Lula. No mesmo encontro, o sambista disse que pretende destinar outros 21 mil m² ao cultivo de café e cacau, ao lado da horta comunitária mantida por seu instituto.
A nomeação reconhece uma iniciativa que já colocou uma área de Xerém a serviço da produção de alimentos. A Horta Urbana Xerém I funciona em terreno cedido por Zeca e reúne cultivo de verduras, legumes e frutas.
O projeto também combina produção com formação de moradores e participação de agricultores locais. A proposta é aproximar alimento, capacitação e geração de renda dentro da comunidade.
A nova área citada pelo cantor ainda é um plano de expansão. O cultivo de café e cacau, portanto, não deve ser tratado como etapa já implantada.
Zeca Pagodinho embaixador: nomeação ocorreu em Xerém
A entrega do título aconteceu durante uma agenda de ministros no Instituto Zeca Pagodinho, com visita à horta e a outras iniciativas do instituto. A programação oficial marcou a passagem da ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, pelo local às 11h30.
Desde 2024, o tema conta com uma política nacional específica. A Lei 14.935 estabelece objetivos como segurança alimentar, uso de áreas ociosas, geração de renda e educação ambiental.
A lei, porém, não cria a honraria recebida pelo sambista. Ela organiza a política pública ligada à agricultura urbana.
Horta comunitária de Xerém começou a ser estruturada em 2024
Zeca cedeu o terreno usado pela Horta Urbana Xerém I, e a iniciativa começou a ser formalizada em 2024. Um termo de fomento com o governo federal prevê a construção e a operação de uma horta de larga escala em Xerém.
O Instituto Zeca Pagodinho administra o projeto em parceria com instituições e organizações sociais.
A Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro cita entre os parceiros a própria UFRRJ, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a organização Cidades Sem Fome.
Horta leva alimento e formação para moradores de Xerém
O projeto prevê participação da população local na produção de alimentos. O plano de trabalho também inclui formação relacionada à agricultura agroecológica.
Parte da produção é destinada a famílias e ações comunitárias. Com isso, a horta aproxima o alimento de quem vive na região.
O modelo ainda associa cultivo e trabalho, combinação prevista no projeto de Xerém e na política nacional para agricultura urbana.
Hortas comunitárias podem ocupar terrenos e gerar renda
A Lei 14.935 prevê que a agricultura urbana ajude a aproveitar áreas livres ou subutilizadas e ofereça alternativas de renda. Também inclui apoio à capacitação e à comercialização da produção.
A política também prevê levar alimentos produzidos nas cidades a escolas, creches, hospitais e outros equipamentos públicos por meio de programas de abastecimento e compras públicas.
Em Xerém, a próxima etapa ainda dependerá de implantação. Por enquanto, a nomeação de Zeca Pagodinho embaixador reconhece uma experiência em funcionamento e deixa a expansão de 21 mil m² como o novo passo a acompanhar.