O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima lançou nesta quarta-feira (29/07) o projeto Restaura Biomas, que pretende recuperar 600 mil hectares de vegetação nativa até 2030 nos seis biomas brasileiros. O volume previsto corresponde a cerca de 5% da meta nacional de restaurar 12 milhões de hectares, estabelecida pelo Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg).
A iniciativa reúne recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e execução do WRI Brasil. Segundo os organizadores, o projeto também pretende beneficiar aproximadamente 150 mil pessoas e contribuir para a remoção de cerca de 34 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera ao longo de sua implementação.
Restauração da vegetação nativa avança nos seis biomas brasileiros
O Brasil assumiu o compromisso de restaurar 12 milhões de hectares de vegetação nativa até 2030. Nesse contexto, os 600 mil hectares previstos pelo Restaura Biomas representam aproximadamente 5% desse objetivo nacional.
As ações serão desenvolvidas na Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa. O projeto prevê diferentes estratégias de recuperação, como restauração ecológica, regeneração natural assistida e fortalecimento das cadeias produtivas ligadas à restauração da vegetação nativa.
Recuperação busca ampliar benefícios ambientais
A restauração de áreas degradadas vai além da recomposição da cobertura vegetal. Ela contribui para proteger nascentes e reduzir processos erosivos. Também favorece a conservação da biodiversidade e amplia a capacidade dos ecossistemas de armazenar carbono.
O projeto também prevê fortalecer as atividades ligadas à restauração da vegetação nativa. Isso inclui incentivar a produção de sementes e mudas. A iniciativa ainda pretende ampliar a oferta de assistência técnica para projetos de recuperação ambiental.
Meta depende de novos projetos até o fim da década
Embora o Restaura Biomas esteja entre as maiores iniciativas anunciadas recentemente para recuperação ambiental, o alcance da meta nacional dependerá da implementação de outros projetos semelhantes nos próximos anos.
A execução está prevista até 2030. Se atingir a meta prevista, o projeto responderá por cerca de 5% do compromisso brasileiro de restaurar 12 milhões de hectares de vegetação nativa até 2030, conforme o Planaveg e os acordos internacionais firmados pelo país.