Terremoto na Venezuela mobiliza operação humanitária do Brasil, Europa e ONU

Equipes internacionais desembarcam para atuar após o terremoto na Venezuela, em cooperação com os profissionais venezuelanos.
A resposta ao terremoto na Venezuela reúne socorristas, equipamentos e suprimentos enviados por diferentes países. (Foto: Maxwell Briceno / Reuters)

Brasil, Estados Unidos, países da Europa e organismos internacionais iniciaram nesta quinta-feira (25/06) uma força-tarefa para reforçar as buscas por sobreviventes do terremoto que atingiu a Venezuela na quarta-feira (24/06). Cães farejadores, especialistas em estruturas colapsadas, aeronaves, equipamentos e suprimentos …começaram a chegar ao país para o país para atuar ao lado das equipes locais nas primeiras horas após o desastre.

A ajuda internacional combina equipes de resgate, medicamentos, alimentos, sistemas de imagens aéreas e equipamentos especializados para localizar sobreviventes. Esses recursos sustentam as operações de salvamento e o atendimento emergencial nas áreas atingidas.

Enquanto os primeiros reforços internacionais se deslocam para o país, mais de 500 equipes venezuelanas permanecem mobilizadas entre os escombros. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Caracas, segue fechado após sofrer danos estruturais, o que exige uma logística especial para a chegada da ajuda internacional.

Com a integração das equipes estrangeiras, diferentes frentes de resgate passam a atuar simultaneamente nas áreas mais afetadas. A divisão das operações permite distribuir especialistas e equipamentos conforme as necessidades identificadas durante as buscas e resgate na Venezuela.

Terremoto na Venezuela reúne equipes de resgate de vários países

Os países que enviaram ajuda humanitária à Venezuela distribuíram funções para acelerar as buscas e o atendimento à população. Enquanto os Estados Unidos enviaram 80 resgatistas, seis cães especializados, recursos médicos e sistemas de imagens aéreas, governos europeus e latino-americanos concentraram esforços em socorristas, suprimentos e apoio médico.

A Suíça mobilizou 80 socorristas, oito cães e 18 toneladas de ajuda humanitária. Já a Holanda destinou 2 milhões de euros e enviou especialistas em busca e salvamento para integrar a força-tarefa internacional.

Na América Latina, El Salvador confirmou o envio de 300 socorristas e paramédicos, além de 50 toneladas de equipamentos, medicamentos e itens de primeira necessidade. Brasil, México e Chile também disponibilizaram apoio logístico às equipes que atuam nas áreas atingidas pelo terremoto.

ONU organiza a distribuição da ajuda ao país

A chegada das equipes internacionais é coordenada pela Organização das Nações Unidas (ONU), que distribui profissionais, equipamentos e suprimentos entre as áreas mais atingidas para evitar atrasos e sobreposição de operações. Segundo o chefe do Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, a dimensão do desastre exige cooperação entre diferentes países.

Além das buscas por sobreviventes, a ajuda internacional abastece hospitais, centros de acolhimento e equipes médicas com medicamentos, alimentos, água e equipamentos destinados ao atendimento da população afetada.

À medida que novas áreas afetadas são identificadas, a coordenação internacional atualiza a distribuição das equipes e dos insumos conforme as necessidades informadas pelas autoridades venezuelanas. Dessa forma, os recursos chegam primeiro aos locais onde as operações de resgate e o atendimento emergencial exigem maior apoio.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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