Fazer uma criança rir fortalece o cérebro e facilita o aprendizado, indica pesquisa

Fazer criança rir fortalece o cérebro, melhora a memória e ajuda no aprendizado. Entenda o que a ciência descobriu sobre o desenvolvimento infantil.
Uma pesquisa mostrou que fazer uma criança rir é favorável ao aprendizado dela.
Fazer uma criança rir ajuda no desenvolvimento dela e favorecce o aprendizado, diz uma pesquisa recente. (Foto: Yan Krukau/Canvva)

Fazer uma criança rir fortalece o cérebro durante uma fase decisiva do desenvolvimento, segundo pesquisas reunidas pela especialista em desenvolvimento infantil Jacqueline Harding no livro The Brain That Loves to Laugh, publicado em 2026.

Os estudos analisados mostram que o humor aumenta a produção de dopamina, serotonina e endorfinas. Essas substâncias participam de processos ligados ao bem-estar emocional e à resposta do organismo ao estresse.

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A pesquisadora da Middlesex University também observou que momentos de alegria compartilhada influenciam mecanismos ligados à neuroplasticidade, capacidade que permite ao cérebro criar e reorganizar conexões neurais ao longo da infância.

O levantamento também aponta que experiências positivas fortalecem mecanismos associados à resiliência emocional. Segundo Harding, crianças expostas com frequência a essas interações desenvolvem mais recursos para lidar com situações de tensão ao longo do crescimento.

Criança rir fortalece cérebro por meio da neuroplasticidade

Estudos de neuroimagem citados por Harding mostram que situações engraçadas ativam simultaneamente regiões associadas à memória de trabalho, ao controle executivo e ao processamento de informações.

Para compreender o humor, o cérebro precisa identificar relações inesperadas e resolver incongruências. Esse processo exige atividade mental intensa e estimula circuitos envolvidos na formação de novas conexões neurais.

Os estudos indicam que o cérebro precisa antecipar, interpretar e reorganizar informações para compreender situações engraçadas, mobilizando processos cognitivos simultaneamente.

Hormônios do estresse diminuem durante experiências positivas

As pesquisas relacionam o humor à redução dos níveis de cortisol e epinefrina, substâncias produzidas pelo organismo em situações de tensão prolongada.

Os estudos analisados associam o estresse prolongado à redução da capacidade de aprendizagem durante a infância. O levantamento também relaciona períodos contínuos de tensão ao enfraquecimento do sistema imunológico. Outra consequência observada envolve dificuldades de regulação emocional ao longo do desenvolvimento.

Segundo Harding, experiências marcadas por segurança emocional ajudam o organismo a manter condições biológicas mais adequadas para o crescimento saudável.

Vínculos afetivos ganham força por meio das brincadeiras

O riso compartilhado entre crianças e adultos aumenta a produção de oxitocina, hormônio ligado à construção de confiança e proximidade emocional.

Brincadeiras espontâneas, contato visual e interações positivas contribuem para processos de corregulação, nos quais a criança desenvolve recursos internos para administrar emoções ao longo do crescimento.

As pesquisas reunidas por Harding associam essas experiências à construção da resiliência emocional, capacidade que ajuda crianças a responder melhor a situações de pressão e adversidade ao longo do desenvolvimento.

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