Pouco mais de duas semanas após um caso que mobilizou equipes médicas e chamou a atenção do país, Noah Gabriel da Cruz Santos deu um importante passo na recuperação. O bebê deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC-USP), o Centrinho, em Bauru, e já respira sem auxílio de ventilação mecânica.
A informação foi confirmada pela família à TV TEM nesta sexta-feira (31/07). Noah permanece internado para acompanhamento médico, mas a alta da UTI marca uma mudança significativa em relação ao quadro que exigia cuidados intensivos desde julho.
Bebê deixa UTI após estabilização do quadro
Segundo os familiares, Noah passou a respirar de forma espontânea, sem necessidade de aparelhos. A evolução representa uma nova etapa da internação no hospital especializado, para onde ele foi transferido com o objetivo de receber tratamento para a fenda palatina, condição congênita identificada desde o nascimento.
O Centrinho da USP é referência nacional no atendimento de pacientes com fissuras labiopalatinas e outras anomalias craniofaciais. A unidade reúne equipes multidisciplinares que acompanham desde o tratamento cirúrgico até a reabilitação desses pacientes.
Caso mobilizou o país em julho
No dia 15 de julho, Noah sofreu uma parada cardiorrespiratória enquanto estava internado na Santa Casa de Rio Claro (SP). Após cerca de 45 minutos de manobras de reanimação, o óbito foi constatado conforme os protocolos adotados pela instituição.
Cerca de duas horas depois, funcionários da funerária perceberam sinais vitais e acionaram novamente a equipe médica. O bebê foi readmitido na UTI neonatal e, dois dias mais tarde, transferido para Bauru, onde já aguardava uma vaga para dar continuidade ao tratamento especializado.
Recuperação segue sem previsão de alta
Apesar da melhora, Noah continua internado no Centrinho da USP e segue sob acompanhamento da equipe médica. Até o momento, o hospital não divulgou previsão de alta nem informações sobre as próximas etapas do tratamento.
A saída da UTI representa uma evolução concreta do quadro clínico. Ainda assim, a recuperação continua sendo acompanhada pelos profissionais responsáveis, sem definição sobre quando o bebê poderá deixar o hospital.