A Ferrari decidiu transformar o GP da Itália deste fim de semana (05 e 06/09) em uma grande homenagem a Schumacher, exatamente 30 anos depois da primeira temporada do alemão pela equipe. Além de levar para a SF-26 referências ao carro usado em 1996, a escuderia colocará novamente na pista um dos modelos mais marcantes da trajetória do piloto.
O Ferrari F2002, utilizado durante uma das temporadas mais dominantes de Schumacher, será conduzido em Monza por dois pilotos com forte ligação com o heptacampeão. Rubens Barrichello assume o carro no sábado, enquanto Sebastian Vettel fará a exibição no domingo.
A homenagem começa também nos carros atuais de Charles Leclerc e Lewis Hamilton. A SF-26 ganhou uma pintura especial inspirada na F310, modelo que Schumacher pilotou em sua estreia pela Ferrari, em 1996. Uniformes e outros detalhes usados pela equipe também recuperam símbolos associados ao alemão.
Foi justamente naquela temporada que Schumacher conquistou sua primeira vitória em Monza usando vermelho. Em 8 de setembro de 1996, ele venceu o GP da Itália depois de já ter triunfado na Espanha e na Bélgica naquele ano.
Homenagem a Schumacher conecta duas fases da Ferrari
A escolha dos carros permite à Ferrari revisitar momentos diferentes da parceria com Schumacher. A F310 representa o começo da história, quando o alemão chegou à equipe em 1996 após conquistar dois títulos mundiais pela Benetton.
O F2002, por outro lado, pertence ao período em que Ferrari e Schumacher já dominavam a Fórmula 1. Naquela temporada, o piloto conquistou mais um campeonato e Barrichello foi seu companheiro de equipe.
Por isso, a presença do brasileiro na exibição cria uma ligação direta com o próprio carro. Já Vettel, também alemão e tetracampeão mundial, manteve ao longo da carreira uma relação de admiração e amizade com Schumacher.
Schumacher conquistou cinco títulos pela Ferrari
A passagem de Michael Schumacher pela Ferrari durou de 1996 a 2006 e se tornou a fase mais vitoriosa da carreira do piloto. Segundo os registros da Fórmula 1, ele venceu 72 corridas pela equipe e conquistou cinco campeonatos consecutivos entre 2000 e 2004.
Monza também ocupa um espaço importante nessa trajetória. Schumacher venceu cinco vezes no circuito italiano pela Ferrari: em 1996, 1998, 2000, 2003 e 2006.
Três décadas depois de sua chegada a Maranello, a homenagem a Schumacher vai além de expor carros históricos. O GP da Itália permitirá que o público veja novamente o F2002 em movimento, agora com Barrichello e Vettel ao volante, enquanto a Ferrari atual levará para a corrida referências visuais ao começo dessa história.
Sete títulos e uma vida reservada
Michael Schumacher é um dos maiores nomes da história da Fórmula 1. O alemão conquistou sete títulos mundiais e 91 vitórias na categoria. Cinco desses campeonatos vieram em sequência pela Ferrari, entre 2000 e 2004, período em que ajudou a equipe italiana a voltar ao topo depois de mais de duas décadas sem um título de pilotos.
Schumacher deixou a Ferrari ao fim de 2006 e se aposentou pela primeira vez, mas voltou às pistas em 2010 para defender a Mercedes. A segunda e definitiva aposentadoria aconteceu ao fim da temporada de 2012, quando o piloto afirmou que aquele era o momento certo para encerrar a carreira.
Pouco mais de um ano depois, em 29 de dezembro de 2013, Schumacher sofreu um grave acidente enquanto esquiava com a família nos Alpes franceses. Ele caiu e bateu a cabeça em uma pedra, sofreu lesões cerebrais graves e permaneceu em coma induzido durante meses. Em setembro de 2014, deixou o hospital para continuar a reabilitação em casa.
Desde então, a família mantém informações sobre sua saúde em caráter privado e pede que especulações sejam evitadas. As poucas manifestações públicas confirmam apenas que Schumacher segue recebendo cuidados e tratamento longe dos holofotes. Por isso, seu estado de saúde atual não é divulgado detalhadamente, enquanto a Ferrari e a Fórmula 1 continuam preservando sua história por meio de homenagens como a preparada para Monza.