Lionel Messi confirmou nesta segunda-feira (31/08) a aposentadoria da seleção argentina e escolheu uma carta para encerrar uma história de mais de duas décadas com a camisa do país. Aos 39 anos, o craque admitiu que a decisão “dói na alma”, mas afirmou entender que chegou a hora de sair.
A mensagem foi escrita em 21 de julho, dois dias depois da derrota por 1 a 0 para a Espanha na final da Copa do Mundo de 2026. Messi guardou o texto por mais de um mês e, ao publicá-lo agora, disse estar ainda mais convencido da escolha.
Na despedida, o argentino agradeceu à família, aos treinadores, companheiros, dirigentes e torcedores. Também resumiu a ligação com a equipe nacional em uma frase: “Amo, amei e sempre amarei estar na Seleção”.
Messi sai da Argentina como campeão mundial de 2022, vencedor das Copas América de 2021 e 2024 e da Finalíssima de 2022. No total, encerra a trajetória principal com 125 gols em 207 partidas pela seleção, segundo os registros divulgados após o anúncio.
Aposentadoria de Messi encerra um ciclo de 21 anos
A primeira partida de Messi pela seleção principal aconteceu em 2005. Desde então, ele atravessou derrotas duras, críticas e uma primeira despedida, em 2016, antes de retornar e viver o período mais vitorioso de sua trajetória com a Argentina.
A conquista da Copa do Mundo do Catar, em 2022, marcou o ponto mais alto dessa virada. Quatro anos depois, Messi voltou a uma final mundial. A Argentina perdeu o título de 2026 para a Espanha, mas o camisa 10 terminou o torneio com oito gols e quatro assistências.
Pouco antes daquele Mundial, a FIFA registrou outro sinal da longevidade dessa relação: em 13 dos 22 aniversários anteriores, Messi estava com a seleção em período de competição. Em junho de 2026, completou 39 anos novamente concentrado com a Argentina. Na Copa do Mundo deste ano, ele também bateu o recorde mundial de gols, se tornando o artilheiro da história do campeonato.
Carta de despedida também olha para quem vem depois
Ao explicar a decisão no perfil dele do Instagram, Messi afirmou que não tinha mais nada a oferecer à seleção e destacou a chegada de jogadores jovens que, segundo ele, merecem a oportunidade de ocupar espaço na equipe. A fala coloca a despedida também como passagem de bastão, sem antecipar quem assumirá seu protagonismo.
Ele também avisou que continuará acompanhando a Argentina de fora do campo. Na carta, escreveu que passará a ser mais um torcedor e que pretende apoiar a equipe tanto nos bons quanto nos momentos difíceis.
A aposentadoria de Messi, portanto, não significa o fim da carreira. O atacante segue no Inter Miami e tem contrato com o clube norte-americano até o fim da temporada 2028 da MLS. O adeus é à camisa argentina; nos clubes, o próximo capítulo ainda está em andamento.