Pacientes operados de câncer de rim passam a ter nova opção para evitar o retorno da doença

Pacientes com câncer de rim de maior risco passam a contar com uma nova combinação aprovada pela Anvisa para reduzir a recorrência após a cirurgia.
O tratamento após cirurgia câncer de rim foi aprovado para pacientes com maior risco de recorrência da doença.
A nova indicação combina Keytruda e belzutifano para o tratamento complementar após a retirada do tumor. (Foto: imagem gerada por IA)

Pacientes que passaram por cirurgia para tratar câncer de rim passam a contar com uma nova alternativa terapêutica quando apresentam risco intermediário-alto ou alto de recorrência da doença. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta terça-feira (21/07), a combinação do Keytruda® (pembrolizumabe) com o belzutifano como tratamento complementar (adjuvante) para adultos com carcinoma de células renais com componente de células claras (ccRCC).

A nova indicação amplia as opções disponíveis para o período após a retirada do tumor. Em alguns pacientes, o câncer pode voltar mesmo depois do tratamento cirúrgico. A combinação aprovada busca reduzir esse risco ao associar dois medicamentos com mecanismos de ação diferentes.

O pedido recebeu análise prioritária da Anvisa, conforme os critérios da RDC nº 1.001/2025 para doenças graves. A decisão foi publicada na Resolução nº 2.831/2026.

Tratamento após cirurgia câncer de rim amplia as opções para pacientes de maior risco

O Keytruda já faz parte do tratamento de diferentes tipos de câncer, como melanoma e tumores de pulmão, mama e bexiga. Agora, a Anvisa autorizou uma nova indicação para o medicamento, desta vez em associação com o belzutifano para pacientes com carcinoma de células renais de maior risco após a cirurgia.

Segundo a agência, o pembrolizumabe estimula o sistema imunológico a reconhecer e combater as células cancerígenas. O belzutifano atua por outro mecanismo, e a nova indicação combina as duas terapias para o tratamento complementar desse grupo de pacientes.

A aprovação contempla pessoas submetidas à nefrectomia — retirada parcial ou total do rim — e também aquelas que passaram pela remoção de lesões metastáticas.

Câncer de rim continua exigindo acompanhamento após a cirurgia

O carcinoma de células renais representa cerca de 85% dos casos de câncer de rim, segundo a Anvisa. Embora a cirurgia seja o principal tratamento para a doença localizada, alguns pacientes permanecem sob acompanhamento porque existe possibilidade de recorrência. É justamente para esse grupo de maior risco que a nova indicação foi aprovada.

Com a decisão, profissionais de saúde passam a contar com uma nova combinação de medicamentos para o tratamento complementar desses pacientes. A indicação amplia as possibilidades de cuidado após a cirurgia para pessoas que atendem aos critérios clínicos definidos pela Anvisa e busca reduzir o risco de recorrência da doença.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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