Brasil elege IA, saúde, energia limpa, biodiversidade e defesa como prioridades da ciência até 2034

Nova Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação concentra esforços em cinco áreas consideradas estratégicas para orientar pesquisas, inovação e desenvolvimento tecnológico na próxima década.
A nova estratégia nacional definiu as prioridades da ciência brasileira até 2034, concentrando esforços em inteligência artificial, saúde, energia limpa, biodiversidade e defesa.
As prioridades da ciência servirão de referência para orientar políticas públicas, pesquisas e programas de inovação ao longo da próxima década. (Foto: Marcelo Campanato/Agência Brasil)

A inteligência artificial, a saúde, a energia limpa, a biodiversidade e a defesa serão as áreas que vão orientar as principais políticas de ciência, tecnologia e inovação do Brasil até 2034. A definição faz parte da nova Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI), apresentada pelo governo federal para concentrar esforços em temas considerados estratégicos para o desenvolvimento do país.

Na prática, a estratégia estabelece onde deverão estar concentradas as prioridades da política científica brasileira na próxima década. O documento não garante investimentos imediatos para cada área, mas orienta a criação de programas, editais, incentivos e ações voltadas à pesquisa e à inovação.

Ao concentrar as prioridades em cinco frentes, a proposta busca direcionar recursos e políticas para setores considerados capazes de impulsionar a inovação, fortalecer a economia e responder a desafios como a transformação digital, a transição energética, a saúde pública e o aproveitamento sustentável da biodiversidade.

Como as cinco prioridades podem influenciar a ciência brasileira

Cada uma das áreas escolhidas atende a um desafio diferente do país.

A inteligência artificial passa a ocupar um papel central na transformação digital, com incentivo ao desenvolvimento de novas tecnologias para empresas, serviços públicos e pesquisa científica.

Na saúde, a estratégia prioriza estudos voltados ao desenvolvimento de medicamentos, vacinas, equipamentos e outras tecnologias capazes de ampliar a autonomia brasileira no setor.

A energia limpa concentra pesquisas ligadas à descarbonização da economia, enquanto a bioeconomia aposta no uso sustentável da biodiversidade brasileira para gerar conhecimento, novos produtos e inovação.

Já a área de defesa reúne tecnologias consideradas estratégicas para fortalecer a soberania nacional e reduzir a dependência de soluções desenvolvidas no exterior.

Por que essas áreas foram escolhidas

Embora atendam a setores diferentes, as cinco prioridades têm um ponto em comum: todas unem temas que lideram a inovação mundial com áreas em que o Brasil possui vantagens competitivas, como a biodiversidade e a matriz energética renovável.

Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a estratégia também busca aproximar universidades, institutos de pesquisa, empresas e governos para acelerar a transformação do conhecimento científico em soluções que possam chegar à sociedade e ao mercado.

O que muda a partir de agora

A Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação funciona como um planejamento para orientar as decisões do setor até 2034.

Isso significa que ela servirá de referência para a elaboração de políticas públicas, chamadas de pesquisa e programas de incentivo à inovação nos próximos anos. A implementação dessas ações, porém, dependerá da execução dos programas previstos e da disponibilidade de recursos ao longo da década.

Ao definir prioridades nacionais, o governo busca dar mais continuidade às políticas de ciência e tecnologia e concentrar esforços em áreas consideradas essenciais para aumentar a capacidade de inovação do país.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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