A inteligência artificial, a saúde, a energia limpa, a biodiversidade e a defesa serão as áreas que vão orientar as principais políticas de ciência, tecnologia e inovação do Brasil até 2034. A definição faz parte da nova Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI), apresentada pelo governo federal para concentrar esforços em temas considerados estratégicos para o desenvolvimento do país.
Na prática, a estratégia estabelece onde deverão estar concentradas as prioridades da política científica brasileira na próxima década. O documento não garante investimentos imediatos para cada área, mas orienta a criação de programas, editais, incentivos e ações voltadas à pesquisa e à inovação.
Ao concentrar as prioridades em cinco frentes, a proposta busca direcionar recursos e políticas para setores considerados capazes de impulsionar a inovação, fortalecer a economia e responder a desafios como a transformação digital, a transição energética, a saúde pública e o aproveitamento sustentável da biodiversidade.
Como as cinco prioridades podem influenciar a ciência brasileira
Cada uma das áreas escolhidas atende a um desafio diferente do país.
A inteligência artificial passa a ocupar um papel central na transformação digital, com incentivo ao desenvolvimento de novas tecnologias para empresas, serviços públicos e pesquisa científica.
Na saúde, a estratégia prioriza estudos voltados ao desenvolvimento de medicamentos, vacinas, equipamentos e outras tecnologias capazes de ampliar a autonomia brasileira no setor.
A energia limpa concentra pesquisas ligadas à descarbonização da economia, enquanto a bioeconomia aposta no uso sustentável da biodiversidade brasileira para gerar conhecimento, novos produtos e inovação.
Já a área de defesa reúne tecnologias consideradas estratégicas para fortalecer a soberania nacional e reduzir a dependência de soluções desenvolvidas no exterior.
Por que essas áreas foram escolhidas
Embora atendam a setores diferentes, as cinco prioridades têm um ponto em comum: todas unem temas que lideram a inovação mundial com áreas em que o Brasil possui vantagens competitivas, como a biodiversidade e a matriz energética renovável.
Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a estratégia também busca aproximar universidades, institutos de pesquisa, empresas e governos para acelerar a transformação do conhecimento científico em soluções que possam chegar à sociedade e ao mercado.
O que muda a partir de agora
A Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação funciona como um planejamento para orientar as decisões do setor até 2034.
Isso significa que ela servirá de referência para a elaboração de políticas públicas, chamadas de pesquisa e programas de incentivo à inovação nos próximos anos. A implementação dessas ações, porém, dependerá da execução dos programas previstos e da disponibilidade de recursos ao longo da década.
Ao definir prioridades nacionais, o governo busca dar mais continuidade às políticas de ciência e tecnologia e concentrar esforços em áreas consideradas essenciais para aumentar a capacidade de inovação do país.