Novo selo internacional abre caminho para um modelo de patrimônio da vida selvagem no Brasil

O Brasil recebeu a primeira certificação mundial de patrimônio da vida selvagem terrestre. O reconhecimento inaugura um novo modelo internacional voltado à conservação da biodiversidade e amplia a visibilidade de áreas protegidas.
A Reserva Ecológica de Guapiaçu (REGUA), no Rio de Janeiro, recebeu a primeira certificação mundial de patrimônio da vida selvagem terrestre.
O reconhecimento internacional concedido à REGUA inaugura um novo modelo de patrimônio da vida selvagem voltado à conservação da biodiversidade. (Foto: Divulgação/@lthiagofotos)

O Brasil recebeu a primeira certificação mundial de patrimônio da vida selvagem terrestre. O reconhecimento foi concedido à Reserva Ecológica de Guapiaçu (REGUA), no Rio de Janeiro, e inaugura uma certificação internacional voltada exclusivamente à conservação da vida selvagem em ambientes terrestres.

O reconhecimento é diferente do título de Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Enquanto a Unesco avalia critérios culturais e naturais de valor universal, a nova certificação considera principalmente a conservação da fauna, a qualidade dos habitats e a gestão da área protegida. Assim, ela amplia as formas de reconhecimento internacional voltadas à proteção da biodiversidade.

Como funciona o patrimônio da vida selvagem

A certificação identifica áreas que apresentam resultados consistentes na conservação da fauna e dos ecossistemas naturais. Embora não altere a legislação ambiental brasileira, ela aumenta a visibilidade internacional dessas iniciativas e pode facilitar o intercâmbio de experiências entre instituições dedicadas à conservação.

A Reserva Ecológica de Guapiaçu reúne um dos maiores remanescentes contínuos de Mata Atlântica no estado do Rio de Janeiro. Nas últimas décadas, a área desenvolveu projetos de restauração florestal, monitoramento da fauna e recuperação de áreas degradadas, contribuindo para a ampliação dos habitats disponíveis para espécies nativas.

Reconhecimento complementa outros títulos internacionais

O novo patrimônio da vida selvagem não substitui os reconhecimentos concedidos pela Unesco. As duas iniciativas possuem objetivos diferentes e podem coexistir em uma mesma área quando os critérios são atendidos.

O Brasil já possui sítios naturais reconhecidos pela Unesco e centenas de unidades de conservação distribuídas entre áreas públicas e privadas. A nova certificação acrescenta mais uma forma de reconhecimento internacional voltada especificamente à proteção da vida selvagem terrestre.

Por ser a primeira área do mundo a receber essa certificação, a REGUA inaugura um modelo que poderá ser adotado futuramente por outras áreas naturais que atendam aos critérios definidos pelo programa.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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