O cirurgião-dentista Raulino Brasil já realizou 500 cirurgias gratuitas de reconstrução facial após transformar uma promessa feita à família em uma iniciativa solidária. Pacientes de diferentes estados brasileiros chegam a Araranguá (SC) em busca de procedimentos que devolvem funções como falar, mastigar e sorrir, mesmo sem condições de pagar pelo tratamento.
Pacientes de várias regiões viajam até a cidade catarinense para tratar deformidades congênitas, sequelas cirúrgicas, paralisia facial, neurofibromatose e lesões provocadas por acidentes.
Além da reconstrução da face, muitos pacientes voltam a mastigar, falar e sorrir. Outros conseguem retornar ao mercado de trabalho, retomar os estudos e recuperar o convívio social após anos convivendo com deformidades.
O atendimento combina cirurgias particulares e procedimentos solidários. Pacientes que conseguem custear parte do tratamento ajudam a financiar operações, passagens e hospedagem de pessoas que chegam a Araranguá sem condições de pagar pela reconstrução facial.
Projeto de reconstrução facial devolve funções da face
Raulino Brasil criou o Projeto Leozinho após uma promessa feita durante a internação dos filhos gêmeos na UTI neonatal. A iniciativa recebeu esse nome em homenagem a Léo, jovem com neurofibromatose cuja recuperação marcou a trajetória do cirurgião-dentista.
A equipe prioriza pacientes cujas deformidades comprometem movimentos essenciais ou dificultam a inserção social e profissional. Antes de cada procedimento, os profissionais avaliam cada caso para definir a técnica de reconstrução mais adequada.
Léo tirou a carteira de motorista, conquistou o primeiro emprego e recebeu promoções depois das cirurgias. A história motivou Raulino Brasil a batizar o projeto em homenagem ao paciente. Desde então, centenas de pessoas passaram pelas cirurgias da iniciativa e retomaram atividades interrompidas pelas limitações causadas pelas deformidades.
Modelo solidário financia cirurgias gratuitas
O projeto de reconstrução facial do Dr. Raulino mantém um sistema de colaboração em que pacientes com condições financeiras ajudam a custear despesas como anestesia e centro cirúrgico. Esses recursos financiam procedimentos para pessoas que não conseguem pagar pelo tratamento.
As doações também cobrem passagens, hospedagem e alimentação de pacientes vindos de outros estados. A equipe define a ordem das cirurgias conforme a gravidade clínica e a urgência funcional de cada caso.
Após alcançar a última marca, Raulino Brasil iniciará o treinamento de cirurgiões em Bento Gonçalves (RS). A formação permitirá que uma nova equipe realize procedimentos de reconstrução facial com a técnica desenvolvida pelo Projeto Leozinho.
