O desemprego no Brasil ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (26/06). O índice é o menor para esse período desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012, mostrando uma capacidade maior de absorção de trabalhadores.
A população ocupada alcançou 102,7 milhões de pessoas, aumento de 840 mil em relação ao trimestre anterior. Ao mesmo tempo, o contingente de brasileiros em busca de trabalho caiu para 6,1 milhões, uma redução de 624 mil na comparação anual.
O conjunto dos indicadores mostra uma melhora além da taxa de desocupação. A pesquisa também registrou queda na subutilização da força de trabalho e no número de pessoas que haviam desistido de procurar emprego, indicando maior inserção da mão de obra disponível.
Esse movimento também aparece na renda. O rendimento médio habitual chegou a R$ 3.726, cerca de 4% acima do registrado um ano antes, enquanto a massa de rendimentos alcançou R$ 377,7 bilhões, sustentada pelo maior número de trabalhadores ocupados.
Desemprego no Brasil veio acompanhado por recordes em outros indicadores
A taxa de subutilização caiu para 13,3%, o menor resultado de toda a série histórica do IBGE. O indicador reúne pessoas desempregadas, trabalhadores que gostariam de trabalhar mais horas e aqueles que permanecem disponíveis para uma ocupação.
Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, esse contingente vem diminuindo desde o período posterior à pandemia. Com menos trabalhadores disponíveis para serem absorvidos, cresce a competição das empresas pela contratação de profissionais.
Outro avanço apareceu no desalento. O número de brasileiros que deixaram de procurar emprego por acreditar que não conseguiriam uma vaga recuou para 2,4 milhões, com redução tanto frente ao trimestre anterior quanto em relação ao mesmo período de 2025.
Mercado de trabalho brasileiro mantém crescimento da ocupação
O mercado de trabalho brasileiro registrou expansão da ocupação sem mudanças expressivas na maior parte das formas de vínculo. Os empregados do setor privado com carteira assinada permaneceram em torno de 39,3 milhões, enquanto os trabalhadores por conta própria somaram 26 milhões.
A taxa de informalidade ficou em 37,3%, praticamente estável. Embora ainda represente mais de um terço dos ocupados, o percentual permaneceu ligeiramente abaixo do observado anteriormente.
O nível de ocupação atingiu 58,6%, indicando que mais da metade da população em idade de trabalhar estava empregada durante o trimestre encerrado em maio.
Desemprego no Brasil: Emprego fortalece renda e amplia oportunidades
O emprego no Brasil continuou sendo impulsionado por alguns segmentos da economia. Transporte, armazenagem e correio ganharam 177 mil trabalhadores, enquanto administração pública, educação, saúde e serviços sociais adicionaram 591 mil pessoas ocupadas no trimestre.
A combinação entre menor taxa de desocupação, redução da subutilização, queda do desalento e crescimento da população ocupada mostra um mercado mais eficiente na incorporação de trabalhadores. Para o IBGE, esse comportamento reduz a reserva de mão de obra disponível e favorece um ambiente mais competitivo para novas contratações.
Os resultados divulgados pela PNAD Contínua consolidam maio de 2026 como o melhor desempenho do período desde o início da série histórica, reunindo indicadores que mostram avanço simultâneo na ocupação, na renda do trabalho e no aproveitamento da força de trabalho brasileira.
