A nova CNH reduziu uma das principais barreiras para quem precisa da habilitação para trabalhar. Entre janeiro e maio deste ano, 1.138.190 brasileiros conquistaram a primeira carteira de motorista, segundo dados divulgados pelo Ministério dos Transportes nesta quinta-feira (25/06).
Os números confirmam essa mudança. O país registrou 2.280.021 exames práticos, alta de 23,5% em relação aos cinco primeiros meses de 2025. Além disso, o ministério informou que as filas para a etapa final da habilitação permaneceram estáveis, mesmo com o aumento da procura.
Para muitos brasileiros, a CNH representa mais do que a autorização para dirigir. O documento é exigido em profissões como motorista, entregador, vendedor externo e técnico de campo, além de constar como requisito em diversos concursos públicos. Com a redução do custo para obter a habilitação, mais candidatos passaram a cumprir essa exigência para disputar essas oportunidades.
Ao mesmo tempo, mais pessoas chegaram à etapa final do processo. Entre janeiro e maio, o país realizou 2.343.393 cursos práticos, resultado 20% superior ao registrado no mesmo período de 2025, segundo o Ministério dos Transportes.
Menor custo levou mais brasileiros até a etapa final da habilitação
O fim da obrigatoriedade do curso teórico em autoescolas foi a principal mudança da nova CNH para quem busca a primeira habilitação. Segundo o Ministério dos Transportes, a medida gerou economia de R$ 1,84 bilhão aos candidatos desde a adoção das novas regras.
Antes da alteração, o processo completo custava entre R$ 3 mil e R$ 5 mil. Em Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, por exemplo, apenas o curso teórico representava uma despesa próxima de R$ 1 mil.
Com essa redução de custos da nova carteira de habilitação, mais candidatos conseguiram concluir as etapas necessárias para chegar ao exame prático. O crescimento das avaliações e das primeiras CNHs emitidas figura entre os primeiros resultados medidos pelo Ministério dos Transportes após a entrada em vigor das novas regras.
A avaliação da nova CNH passou a considerar todo o desempenho do candidato
O Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular unificou os critérios da prova prática em todo o país. Desde então, a avaliação utiliza um sistema de pontuação que considera o desempenho do candidato durante todo o percurso.
Nesse modelo, infrações leves valem um ponto, médias dois, graves quatro e gravíssimas seis. O candidato é aprovado desde que não alcance o limite de dez pontos ao longo da prova.
Além disso, a nova regra eliminou a reprovação automática por uma única infração e deixou de tratar a baliza como etapa obrigatória isolada na prova prática da CNH. Segundo o Ministério dosTransportes, o objetivo é padronizar a avaliação prática em todo o país.
Os dados dos cinco primeiros meses de vigência mostram que a redução dos custos coincidiu com o maior número de candidatos na etapa final da habilitação. Ao mesmo tempo, a procura cresceu sem provocar aumento das filas para a prova prática, de acordo com o Ministério dos Transportes.
