Quem compra celulares usados passou a contar com uma consulta nacional capaz de identificar aparelhos roubados, furtados ou extraviados antes da negociação. A ferramenta foi incorporada ao programa Celular Seguro nesta terça-feira (23/06), quando o decreto que criou o Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR) foi atualizado.
A plataforma reúne mais de 3,3 milhões de registros. Além disso, integra informações das operadoras de telefonia, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), das Polícias Civis e dos sistemas de segurança pública.
Além de auxiliar proprietários que registraram ocorrências, a nova fase permite verificar se existe alguma restrição vinculada ao aparelho antes da compra. A consulta pode ser realizada tanto em negociações presenciais quanto em plataformas digitais.
Ao mesmo tempo, o compartilhamento nacional de dados asssegura ainda mais a capacidade de localização dos dispositivos e apoia procedimentos de devolução em diferentes estados do país.
Modo Recuperação rastreia aparelhos após troca de chip
Entre as novidades da nova etapa está o chamado Modo Recuperação. Nesse modelo, o IMEI permanece ativo dentro do sistema nacional mesmo após o registro da ocorrência.
Quando uma pessoa habilita uma nova linha telefônica em um aparelho cadastrado, a plataforma identifica a utilização do dispositivo e inicia procedimentos para verificar sua situação junto às autoridades competentes.
Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o mecanismo conecta informações que antes permaneciam distribuídas em diferentes bases de dados e fortalece a localização dos equipamentos registrados.
Consulta de IMEI mostra se aparelho possui restrição
Além do monitoramento, a plataforma ganhou uma ferramenta pública de consulta baseada no IMEI, número de identificação único presente em cada celular.
Usuários podem acessar o aplicativo ou portal do Celular Seguro com uma conta Gov.br. Após a consulta, o sistema informa apenas duas condições possíveis: “Sem Restrição” ou “Com Restrição”.
Compradores podem verificar o IMEI antes da transferência de dinheiro ou da retirada do aparelho e identificar registros de roubo, furto ou extravio durante a negociação.
Celular roubado enfrenta mais barreiras para circular
Dados apresentados pelo governo indicam que cerca de 1 milhão de ocorrências envolvendo celular roubado são registradas anualmente por meio de boletins de ocorrência no Brasil.
Nesse cenário, a nova estrutura busca reduzir a circulação desses aparelhos ao permitir a identificação rápida de dispositivos com registros de irregularidade. Quanto menor o interesse por equipamentos de origem ilegal, menor tende a ser o espaço para comercialização desse tipo de produto.
Bahia, Ceará, Amazonas e Piauí já utilizavam iniciativas semelhantes. Agora, o Banco Nacional de Celulares com Restrição reúne informações de todas as unidades da federação em uma única plataforma voltada à devolução dos aparelhos aos proprietários.
O sistema também incorpora registros de extravio e amplia sua cobertura além dos casos de roubo e furto. Com a integração nacional dos dados, as forças de segurança passam a operar com uma base unificada para localizar dispositivos registrados em diferentes regiões do país.
Como consultar se o celular tem restrição
- *Digite #06# no celular para visualizar o IMEI do aparelho.
- Também é possível encontrar o número na caixa do produto ou na nota fiscal.
- Acesse o portal do Celular Seguro ou abra o aplicativo do programa.
- Entre com uma conta Gov.br.
- Clique na opção celulares com restrição.
- Informe o número do IMEI.
- Aguarde o resultado da consulta, que poderá aparecer como “Sem Restrição” ou “Com Restrição”.
