A terapia CAR-T Cell desenvolvida por cientistas brasileiros registrou resposta em 87,5% dos pacientes com linfoma não Hodgkin. O avanço aproxima do Sistema Único de Saúde (SUS) uma das terapias mais caras da oncologia mundial.
Os resultados preliminares foram divulgados na quarta-feira (10/06). Aproximadamente nove em cada dez pacientes tiveram redução expressiva ou desaparecimento dos tumores. Os participantes já haviam passado por outras linhas terapêuticas sem controle duradouro da doença.
A versão nacional da terapia oferece uma alternativa aos tratamentos importados. O custo elevado ainda impede que a maior parte dos pacientes tenha acesso a esse tipo de tratamento.
O Comitê de Acompanhamento Regulatório da Inovação em Saúde da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou a acompanhar o projeto. A medida coloca a terapia em fluxo prioritário durante a fase final de avaliação clínica.
Estudo já recrutou 75 pacientes para validar a terapia
Até agora, o estudo recrutou 75 participantes e 25 já receberam a infusão das células CAR-T. A pesquisa prevê o tratamento de 81 pacientes durante as fases atuais de avaliação clínica.
Entre os casos acompanhados está o publicitário Paulo Peregrino, tratado em 2023 após esgotar alternativas terapêuticas contra um linfoma. Os exames continuam sem identificar sinais detectáveis da doença.
Os pesquisadores ainda pretendem ampliar o acompanhamento clínico para consolidar os dados de segurança e eficácia exigidos para o registro definitivo da terapia.
Terapia CAR-T no SUS entra na fase de preparação hospitalar
O Ministério da Saúde destinou R$ 100 milhões ao estudo clínico que acompanha a segurança e a eficácia da terapia necessária para o pedido de registro junto à Anvisa.
A próxima fase prevê a qualificação de hospitais públicos em diferentes regiões do país. A medida prepara a rede para oferecer a terapia após a aprovação regulatória.
Os pesquisadores também planejam formar uma rede de hospitais do SUS capacitada para aplicar a CAR-T. A estrutura inicial deve incluir unidades em pelo menos sete capitais brasileiras.
