Ceará amplia liderança na Olimpíada Nacional de História e concentra quase 40% dos finalistas

O Ceará classificou 135 equipes para a final da Olimpíada Nacional de História, ampliou a liderança nacional e passou a concentrar quase 40% dos finalistas da competição.
Estudantes cearenses voltam a liderar a Olimpíada Nacional de História, representando quase 40% das equipes classificadas para a final da competição nacional. Foto: Divulgação/ONHB
A equipe Cultus Clio, do Colégio Luciano Feijão, em Sobral, está entre os grupos cearenses classificados para a final da Olimpíada Nacional de História. Foto: Arquivo pessoal. (Foto: Instagram/Olimpíada Nacional de História do Bras)

O Ceará ampliou sua vantagem como estado com maior número de equipes classificadas para a etapa final da Olimpíada Nacional de História. Das 353 equipes que disputarão a decisão presencial da 18ª edição da competição, 135 são cearenses, o equivalente a quase 40% dos finalistas de todo o país.

O desempenho supera o registrado no ano passado. Em 2025, o estado levou 107 equipes à final. Agora, chega à decisão com 28 grupos a mais, consolidando uma trajetória de destaque nas olimpíadas do conhecimento e reforçando o protagonismo da educação cearense em competições nacionais.

Olimpíada Nacional de História fortalece habilidades além da sala de aula

Para o professor, historiador e mestre em Ensino de História P.A. Damasceno, o resultado não representa um feito isolado. Segundo ele, é consequência de um trabalho contínuo desenvolvido pelas escolas cearenses.

“O destaque dos cearenses no ITA, nas Olimpíadas de Química, de Física e nos vestibulares demonstra uma atuação muito forte da educação cearense nos diversos eixos que formam a vida escolar”, afirma.

Damasceno já conduziu equipes de cinco escolas públicas diferentes até a etapa presencial da competição. No Liceu do Conjunto Ceará, onde leciona, disciplinas eletivas ajudam os estudantes a desenvolver competências como leitura, interpretação e análise de documentos históricos mesmo fora do período da olimpíada.

Segundo o professor, o principal diferencial da competição é estimular os alunos a compreender que a História é construída por diferentes interpretações e perspectivas. Esse processo fortalece a capacidade de argumentação, amplia o repertório cultural e contribui para o desempenho em avaliações como o Enem.

Estreantes de Sobral chegam à final

Entre os classificados está a equipe Cultus Clio, formada pelos estudantes Ana Beatriz Almeida Santana, Alonso Rocha de Aguiar Filho e Luiza Vidal Monteiro Oliveira, todos com 17 anos e alunos do 3º ano do Ensino Médio do Colégio Luciano Feijão, em Sobral.

Será a primeira participação do trio na etapa presencial da Olimpíada Nacional de História. A preparação incluiu encontros frequentes, pesquisas e discussões sobre os temas propostos ao longo das seis fases online.

Os estudantes contam que a afinidade com jogos de RPG também contribuiu para o trabalho em equipe e para a construção das estratégias durante a competição.

Para Ana Beatriz, um dos maiores aprendizados foi conhecer personagens e acontecimentos pouco explorados no currículo escolar.

“A gente pesquisou assuntos sobre os quais nunca tinha ouvido falar. Conhecemos histórias de mulheres cientistas, trabalhamos fotografias, obras de arte e documentos que ampliaram completamente a nossa perspectiva”, disse a estudante ao DN.

Além do conteúdo aprendido, ela destaca que a experiência fortaleceu a convivência entre os integrantes da equipe.

Final acontece em agosto

A 18ª Olimpíada Nacional em História do Brasil começou em maio com 64.187 equipes de todos os estados brasileiros, reunindo estudantes do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.

Durante seis fases online, os participantes responderam questões de múltipla escolha e desenvolveram atividades baseadas em pesquisa, interpretação de documentos históricos e debates.

Além da disputa por medalhas, os finalistas podem participar da seleção para as Vagas Olímpicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), modalidade de ingresso destinada aos medalhistas da competição. Outras instituições, como a Universidade Federal do Ceará (UFC), também reconhecem a participação na olimpíada em seus processos seletivos.

A etapa presencial será realizada nos dias 29 e 30 de agosto, em Campinas (SP). Com o maior número de equipes classificadas do país, o Ceará chega à decisão buscando transformar a liderança entre os finalistas em mais uma conquista nacional.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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