A restrição ao uso de celular nas escolas passou a refletir também na convivência entre os estudantes. Um ano após a entrada em vigor da medida, 55% dos diretores afirmam ter percebido redução nas agressões físicas nas unidades de ensino, segundo pesquisa divulgada pelo Ministério da Educação (MEC).
Além da queda nos episódios de violência, o levantamento mostra mudanças na rotina das escolas. Os gestores também relataram mais interação entre os estudantes durante os intervalos e maior atenção nas atividades em sala de aula.
A pesquisa ainda aponta que 92% das escolas já adotaram a restrição ao uso de celulares, indicando que a medida passou a fazer parte da rotina da maior parte das redes de ensino no país.
Celular nas escolas mudou a convivência entre os alunos
Além da redução das agressões físicas, diretores perceberam mudanças no comportamento dos estudantes. Muitas escolas passaram a registrar mais conversas presenciais durante os intervalos, maior participação em brincadeiras e menos tempo dedicado às telas.
Os gestores também relataram melhora na atenção durante as aulas. Segundo o MEC, muitos estudantes passaram a participar mais das atividades propostas pelos professores depois da restrição ao uso dos aparelhos.
Embora os resultados representem a percepção dos diretores, eles ajudam a mostrar como a rotina escolar mudou após um ano de implementação da medida.
Como funciona a restrição ao uso de celular
A Lei nº 15.100, sancionada em janeiro de 2025, restringe o uso de celulares por estudantes da educação básica durante o período escolar, inclusive nos intervalos e recreios. A legislação prevê exceções para atividades pedagógicas autorizadas pelos professores, situações de acessibilidade, inclusão e necessidades relacionadas à saúde.
Segundo o MEC, a medida busca favorecer a aprendizagem, fortalecer a convivência entre os estudantes e reduzir as distrações causadas pelo uso contínuo dos aparelhos.
Na avaliação de parte dos diretores, a restrição deixou de representar apenas uma nova regra nas escolas. Um ano depois, ela também passou a ser associada a um ambiente escolar mais tranquilo e a uma convivência mais saudável entre os alunos.
