O tempo de permanência nas escolas no Ceará alcançou o maior resultado da série histórica. O dado faz parte da PNAD Contínua Educação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa de 2025 mostra que o número médio de anos de estudo da população com 15 anos ou mais chegou a 9,3 anos.
Em 2016, esse indicador era de 8,1 anos. Desde então, o estado registrou crescimento gradual até atingir o maior nível da série histórica.
O levantamento utiliza o número médio de anos de estudo como um indicador da permanência da população na educação. Para esse cálculo, são considerados os anos de frequência escolar e os anos letivos concluídos com aprovação.
O avanço não ficou restrito ao indicador geral. A pesquisa também mostra aumento da escolaridade entre adolescentes e jovens adultos, sinalizando que mais cearenses permanecem estudando por períodos mais longos em diferentes etapas da vida.
Jovens permanecem mais tempo na escola
O avanço também aparece entre os estudantes mais jovens. Na faixa de 15 a 17 anos, a média de anos de estudo subiu de 8,9 para 9,7 entre 2016 e 2025.
Entre os jovens de 18 a 29 anos, o crescimento foi ainda mais expressivo. O indicador passou de 10,26 para 11,7 anos de estudo, mostrando que mais pessoas permanecem na educação durante a fase em que costumam concluir o ensino médio e avançar para o ensino superior.
Os resultados mostram que o aumento do tempo de permanência na escola ocorreu em diferentes faixas etárias, e não apenas entre adolescentes, indicando uma ampliação da escolaridade em todo o estado.
Estado ainda está entre os menores índices do país
Apesar do recorde histórico, o Ceará ainda aparece entre os estados brasileiros com os menores índices médios de anos de estudo da população com 15 anos ou mais. Em 2025, o estado registrou média de 9,3 anos, resultado semelhante ao de Maranhão e Sergipe.
Os dados revelam um cenário de avanços e desafios. Enquanto o estado alcançou o melhor resultado da série histórica da PNAD Contínua Educação, ainda precisa elevar o tempo médio de estudo para reduzir a diferença em relação às unidades da federação com maior escolaridade.
