Brasileira que ajudou na vacina contra HPV ganha prêmio; imunizante hoje protege jovens pelo SUS

Pesquisadora brasileira ligada à vacina HPV recebe prêmio; imunizante está disponível no SUS para crianças, adolescentes e jovens elegíveis.
A pesquisadora brasileira Luisa Lina Villa recebe prêmio por sua contribuição a estudos que ajudaram a validar a vacina contra o HPV.
A trajetória de Luisa Lina Villa inclui décadas de pesquisas sobre o HPV e sua relação com diferentes tipos de câncer. (Foto: reprodução / Wiipédia)

A cientista Luisa Lina Villa, que participou de pesquisas decisivas para o desenvolvimento e a validação da vacina contra o HPV, recebe nesta quarta-feira (12) um novo reconhecimento pela carreira. Aos 75 anos, ela foi escolhida como Personalidade de Destaque em Oncologia da 17ª edição do Prêmio Octavio Frias de Oliveira.

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O prêmio ajuda a contar uma história que hoje chega diretamente à população. A vacina HPV SUS está disponível gratuitamente para meninas e meninos de 9 a 14 anos e protege contra tipos do papilomavírus humano ligados a diferentes doenças.

Em 2026, essa proteção ganhou ainda uma oportunidade extra. Jovens de 15 a 19 anos que nunca receberam a vacina ou não possuem registro da imunização podem procurar o SUS até 31 de dezembro para receber a dose dentro da estratégia de resgate vacinal.

O encontro entre essas duas notícias — o prêmio e a vacinação disponível hoje — mostra o alcance de uma carreira iniciada quando a relação entre HPV e câncer ainda estava sendo desvendada.

Pesquisa de Luisa Villa ajudou a validar o imunizante

Luisa Villa começou a estudar o HPV nos anos 1980. Formada em Ciências Biológicas e doutora pela Universidade de São Paulo (USP), ela se tornou referência internacional na pesquisa sobre o vírus e sua relação com o câncer.

Um dos momentos centrais dessa trajetória ocorreu em 2005. Villa aparece como primeira autora de um ensaio clínico multicêntrico publicado na revista científica The Lancet Oncology que avaliou a eficácia de uma vacina quadrivalente contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV.

O trabalho integra o conjunto de pesquisas que ajudaram a demonstrar a segurança e a eficácia da vacinação. A própria pesquisadora ressalta que o resultado foi coletivo e contou com outros cientistas e com mulheres que participaram dos ensaios clínicos.

Vacina contra HPV ainda pode chegar a jovens não imunizados

Atualmente, o Calendário Nacional de Vacinação recomenda dose única da HPV4 para meninas e meninos de 9 a 14 anos. O imunizante usado na rede pública atua contra quatro tipos do vírus: 6, 11, 16 e 18.

Para quem passou dessa idade sem ser vacinado, o Ministério da Saúde prorrogou a estratégia de resgate para pessoas de 15 a 19 anos até 31 de dezembro de 2026. As doses podem ser encontradas em Unidades Básicas de Saúde e outros pontos de vacinação do SUS.

A situação vacinal também pode ser conferida pelo aplicativo Meu SUS Digital. Quem estiver nessa faixa etária e não tiver registro da dose pode procurar a rede pública para verificar a indicação e receber a vacina HPV SUS dentro do prazo previsto para o resgate.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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