Mais de cinco décadas depois da missão Apollo 14, a árvore lunar da NASA continua dando origem a novas árvores. A agência inaugurou mais uma muda de segunda geração no Centro Espacial Johnson, nos Estados Unidos. A árvore descende de sementes que viajaram à Lua em 1971 e faz parte de um experimento científico iniciado durante o programa Apollo.
Na época, o astronauta Stuart Roosa levou as sementes na missão Apollo 14. Antes de integrar a NASA, ele atuou como paraquedista do Serviço Florestal dos Estados Unidos. Após o retorno da missão, o Serviço Florestal germinou as sementes, que deram origem às primeiras árvores lunares plantadas em diferentes locais como símbolo da pesquisa espacial.
A muda inaugurada agora em julho pertence à segunda geração dessas árvores. Na prática, isso significa que ela nasceu de sementes produzidas pelas árvores cultivadas a partir das sementes que viajaram à Lua durante a missão Apollo 14, mantendo um experimento iniciado há mais de 50 anos.
Um experimento que continua crescendo
O projeto das árvores lunares começou como uma iniciativa para avaliar se a viagem espacial afetaria o desenvolvimento das sementes. Depois de retornarem à Terra, as sementes passaram pelo cultivo e deram origem a árvores que cresceram sem apresentar diferenças significativas em relação às demais da mesma espécie.
Com o tempo, essas árvores passaram a produzir novas sementes. Isso permitiu que o experimento iniciado na Apollo 14 continuasse gerando novas mudas e preservando um dos legados científicos mais curiosos das primeiras missões à Lua.
Cerimônia reuniu tripulação da Artemis II
A inauguração contou com a participação dos quatro astronautas da Artemis II, missão que dará continuidade ao programa de exploração lunar da NASA. A presença da tripulação simbolizou a ligação entre o programa Apollo e a nova fase da exploração da Lua.
Com a nova muda, o experimento iniciado pelas sementes levadas na Apollo 14 segue produzindo novas árvores mais de cinco décadas após a missão, conectando duas gerações da exploração espacial por meio de um legado que continua crescendo.
