Um mapa preservado por séculos levou o mergulhador Todd Stevens a localizar um tesouro perdido que permanecia no fundo do mar desde 1680. Após anos de pesquisa e mergulhos, ele recuperou moedas de ouro, joias e outros objetos históricos e os doou ao Museu das Ilhas Scilly, na Inglaterra, que exibirá o acervo ao público.
A descoberta permitiu localizar o ponto exato do naufrágio após anos de buscas. Logo após o acidente, equipes recuperaram parte da carga do navio, mas diversos artefatos permaneceram escondidos entre as rochas do fundo do mar por quase 350 anos.
O material recuperado inclui moedas de ouro, joias, instrumentos de navegação, fragmentos de espadas e objetos pessoais que podem ter pertencido ao capitão e à tripulação da embarcação. Em vez de manter as peças em uma coleção particular, Todd Stevens as doou ao museu para preservação e exposição ao público.
Um documento antigo revelou onde procurar
A principal pista surgiu em um mapa guardado no Museu Marítimo Nacional, em Greenwich. O documento indicava a área onde o navio da Companhia das Índias Orientais havia afundado durante a viagem de retorno da China, após atingir rochas em meio ao mau tempo, em 1680.
Com base nessas informações, Todd Stevens realizou mergulhos entre 5 e 40 metros de profundidade até localizar o lastro da embarcação. A identificação confirmou que o local correspondia ao naufrágio procurado havia muitos anos.
A combinação entre pesquisa histórica e exploração subaquática permitiu recuperar artefatos preservados por quase três séculos e meio. Com a doação ao museu, esse material poderá ser preservado e estudado pelas próximas gerações.
Museu passa a exibir tesouro perdido ao público
A coleção doada passará a integrar o acervo do Museu das Ilhas Scilly, onde ficará disponível para visitantes e pesquisadores. A iniciativa preserva peças importantes da história marítima britânica e torna acessíveis objetos que permaneceram escondidos no fundo do mar por quase 350 anos.
Segundo o curador do museu, Xavier Duffy, é impressionante que os artefatos tenham resistido por tanto tempo submersos. Para ele, a doação garante que esse acervo histórico seja preservado e compartilhado com as futuras gerações.
Agora, o tesouro perdido passa a fazer parte de uma exposição permanente no Museu das Ilhas Scilly. Os visitantes poderão conhecer de perto objetos que permaneceram escondidos no mar por quase 350 anos.
