Uma ideia dos tempos medievais e muito cuidado de um grupo de freiras salvam uma bebê recém-nascida na Itália. O caso ocorreu no dia 8 de agosto e foi divulgado na imprensa italiana neste sábado (15/08), após o estado de saúde da criança ser confirmado pelas autoridades.
O equipamento, inspirado na antiga roda dos expostos, foi instalado por duas freiras e permite que bebês sejam entregues de forma anônima e protegida. Chamado de Culla per la Vita foi adotado pelo convento em Bolonha, na Itália, há nove anos, mas nunca havia registro de resgate.
O sistema disparou um alarme por volta das 22h45. As religiosas foram até o compartimento, encontraram a bebê e acionaram o serviço de emergência. A menina foi levada ao Policlinico Sant’Orsola e estava bem após o atendimento.
A recém-nascida tinha poucas horas de vida e foi encontrada limpa, vestida e coberta. Enquanto aguardavam a equipe médica, as freiras passaram a chamá-la de Maria Stella.
Freiras salvam bebê após alarme da culla ser acionado
A Culla per la Vita funciona junto à comunidade das Suore Minime dell’Addolorata e foi criada para receber recém-nascidos em situações de abandono ou entrega anônima.
Quando uma criança é colocada no compartimento, o sistema mantém o bebê protegido e envia um alerta aos responsáveis. Foi esse mecanismo que levou as freiras até Maria Stella.
Depois do acolhimento inicial, as religiosas acionaram o serviço médico, que encaminhou a bebê ao hospital para avaliação.
A estrutura havia permanecido nove anos sem uso. Na inauguração, o então arcebispo de Bolonha, Matteo Zuppi, afirmou que a existência do equipamento já se justificaria se ele ajudasse uma única criança.
Estrutura adapta antiga roda dos expostos
A Culla per la Vita é uma versão moderna da roda dos expostos, mecanismo usado durante séculos para permitir a entrega anônima de crianças.
A diferença está nos recursos de segurança. A estrutura atual conta com aquecimento, fechamento protegido, monitoramento e sistema de alerta para garantir atendimento rápido ao recém-nascido.
A proposta é evitar que bebês sejam deixados em locais sem proteção ou atendimento. Quem faz a entrega não precisa se identificar, enquanto a criança permanece em um ambiente preparado até a chegada dos responsáveis.
No caso de Maria Stella, o sistema cumpriu sua função pela primeira vez em nove anos: permitiu que a recém-nascida fosse encontrada rapidamente, acolhida pelas freiras e encaminhada ao hospital em segurança.