Fortaleza alcançou a quinta posição entre as cidades com mais data centers do Brasil. Na quinta-feira (18/06), o levantamento do Centro de Liderança Pública (CLP Brasil), com base em dados da plataforma Data Center Map, mostrou que a capital cearense reúne 12 estruturas em operação e lidera o Nordeste no setor.
A cidade aparece atrás apenas de São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Com isso, Fortaleza passa a integrar o grupo seleto das cidades tecnológicas, utilizado para processamento e armazenamento de dados.
Empresas que operam grandes volumes de informação dependem de uma infraestrutura digital para armazenar conteúdos, processar operações e distribuir serviços em tempo real. Quanto maior a capacidade disponível, maior a possibilidade de atender demandas digitais em larga escala.
Além das 12 estruturas em operação, o Ceará possui dois empreendimentos em construção, ampliando a capacidade instalada de um segmento cada vez mais utilizado por plataformas digitais, sistemas financeiros e aplicações de inteligência artificial.
Fortaleza oferta uma vantagem rara para os data centers
O principal diferencial da capital cearense está na conectividade internacional. Fortaleza concentra 16 cabos submarinos de fibra óptica que ligam o Brasil à Europa, África e América do Norte, formando uma das maiores redes desse tipo na América Latina.
Por causa dessa rede, o tempo de transmissão de informações entre continentes diminui, fator valorizado por empresas que dependem de velocidade e estabilidade para processar dados. Além disso, a proximidade com essas rotas internacionais favorece a instalação de novas operações tecnológicas no Ceara, elevanto o polo digital do estado ainda mais..
Entre os empreendimentos em desenvolvimento está um projeto da Omnia destinado ao atendimento de operações ligadas ao TikTok. Dessa forma, a iniciativa amplia a capacidade disponível no Estado e acompanha o crescimento do setor.
Ceará prepara nova etapa de expansão da conectividade
Além dos projetos em construção, a expansão do setor avança por meio da rede pública de telecomunicações. Ao mesmo tempo, cresce a demanda por estruturas capazes de transportar grandes volumes de dados.
Nesse movimento, a Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice) prepara um edital para disponibilizar ao mercado seis pares de fibras ópticas atualmente sem utilização no Cinturão Digital do Ceará (CDC).
Dos sete pares existentes, apenas um permanecerá reservado para uso da própria Etice. Com isso, a rede poderá atender novos contratos e ampliar o aproveitamento da capacidade já instalada.
Estruturas sustentam serviços usados diariamente por milhões de pessoas
Serviços de streaming, plataformas de comércio eletrônico, sistemas bancários e aplicações de inteligência artificial dependem de uma infraestrutura digital para armazenar e processar informações continuamente. Essas estruturas operam nos bastidores de atividades tecnológicas realizadas diariamente por empresas e consumidores.
Além disso, operações baseadas em computação em nuvem exigem ambientes capazes de processar grandes volumes de dados com estabilidade. Por essa razão, localidades com conexões internacionais costumam atrair investimentos ligados à economia digital.
Atualmente, o Ceará reúne 12 data centers em operação, dois empreendimentos em construção e prepara a oferta de seis pares de fibras ópticas hoje sem utilização no CDC. O conjunto dessas iniciativas amplia a capacidade disponível para futuras operações digitais no Estado.
