Jovem de 17 anos transforma R$ 1.200 em rede de delivery presente em 40 cidades

Uma rede de delivery criada durante a pandemia cresceu para dezenas de cidades utilizando cozinhas compartilhadas e baixo investimento inicial. Conheça a trajetória.
William Flores da Silva criou uma rede de delivery que utiliza cozinhas já estruturadas para gerar receita durante o horário de almoço.
A Street in Braza nasceu em 2024 e se tornou a principal marca da rede de delivery criada pelo empreendedor curitibano. (Foto: Divulgação/Street in Braza)

Uma rede de delivery criada com apenas R$ 1.200 por um adolescente de 17 anos passou a transformar cozinhas com baixo movimento durante o dia em novas fontes de receita para restaurantes. Na quarta-feira (18/06), a Street in Braza informou que reúne aproximadamente 40 restaurantes parceiros e pretende chegar a 100 contratos assinados até outubro de 2026.

O crescimento ocorreu sem a abertura de dezenas de restaurantes próprios. A empresa firmou parcerias com restaurantes já estruturados, que passaram a operar a nova marca durante o horário de almoço.

Apoio

William Flores da Silva iniciou sua trajetória em 2020, após o cancelamento de um intercâmbio durante a pandemia. Com recursos limitados, comprou uma chapa, um botijão de gás e equipamentos básicos para abrir um delivery de hambúrgueres nos fundos da casa dos pais, em Curitiba.

Ao longo dos anos seguintes, a experiência acumulada deu origem a um grupo com diferentes operações gastronômicas. O aprendizado adquirido em cada etapa acabou servindo de base para a criação da marca que hoje reúne parceiros em diversas regiões do país.

Modelo multimarcas transformou horários ociosos em receita

A rede de delivery Street in Braza surgiu em 2024 para atender a procura por comida brasileira durante o almoço. William notou que muitos restaurantes registravam maior movimento à noite e mantinham parte da estrutura com menor utilização durante o dia.

O sistema funciona dentro de cozinhas que já operam outros negócios. Hamburguerias e pizzarias, por exemplo, conseguem adicionar um novo cardápio sem a necessidade de abrir outro ponto comercial ou contratar uma equipe independente.

A mesma cozinha vende hambúrgueres no jantar e refeições brasileiras no almoço. Além disso, os restaurantes distribuem custos de equipe, aluguel e equipamentos entre diferentes operações que compartilham a estrutura.

Rede de delivery padronizou operações com embalagem dividida

Posteriormente, a empresa identificou a oportunidade de atender um público diferente daquele alcançado pelas outras marcas do grupo. A proposta consistia em oferecer refeições completas em um período do dia que não era explorado pelas operações anteriores.

Para isso, a empresa desenvolveu uma embalagem com compartimentos separados para proteína, salada e acompanhamentos. O formato foi criado para padronizar porções e permitir o controle exato da quantidade de cada item servida em cada pedido.

Segundo William, a separação dos alimentos permitiu reduzir diferenças na montagem das refeições e acompanhar com mais precisão os custos dos ingredientes. A lógica substituiu medidas feitas visualmente por um padrão capaz de ser reproduzido em diferentes unidades.

A refeição mais vendida atualmente é a parmegiana, comercializada por R$ 32,90 no iFood antes da aplicação de promoções da plataforma.

Redes sociais se tornaram a principal porta de entrada de parceiros

O perfil de William reúne mais de 177 mil seguidores e se tornou uma ferramenta de atração de novos operadores para a franquia de delivery. O conteúdo publicado é direcionado principalmente a donos de restaurantes interessados em ampliar o faturamento de suas operações.

Enquanto isso, a página oficial da Street in Braza soma cerca de 24 mil seguidores. Segundo o empreendedor, o perfil pessoal gera mais contatos comerciais do que os canais institucionais da marca.

A maior parte dos novos parceiros chega à empresa por meio das redes sociais. Segundo William, esse canal já supera a página oficial da marca como principal fonte de contatos interessados na operação.

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