Profissionais da saúde e da educação ganham mais proteção contra agressões no trabalho

Projeto aprovado pelo Senado endurece as penas para crimes praticados contra professores, médicos, enfermeiros e outros profissionais durante o exercício da profissão. O texto ainda será analisado novamente pela Câmara dos Deputados.
Professores, médicos, enfermeiros e outros trabalhadores poderão contar com proteção maior contra agressões no trabalho caso a proposta seja aprovada em definitivo pelo Senado Federal.
Projeto aumenta as penas para diferentes crimes cometidos durante agressões no trabalho contra profissionais da saúde e da educação. (Foto: Canva)

Professores, médicos, enfermeiros e outros profissionais da saúde e da educação ficaram mais perto de contar com uma proteção maior contra agressões no local trabalho. Um projeto aprovado pelo Senado nesta quarta-feira (15/07) aumenta as penas para diversos crimes praticados contra essas categorias durante o exercício da profissão.

A discussão ocorre em um contexto de episódios recorrentes de violência contra profissionais que atuam diretamente no atendimento à população, tanto em unidades de saúde quanto em instituições de ensino. Para responder a esse cenário, a proposta endurece as punições para crimes como lesão corporal, ameaça, desacato, incitação ao crime, calúnia, difamação e injúria.

Como os senadores alteraram a proposta aprovada anteriormente pela Câmara dos Deputados, o projeto voltará aos deputados antes de seguir para eventual sanção presidencial.

Como o projeto endurece as penas para agressões no trabalho

A proposta altera as punições para diferentes tipos de crimes. A mudança mais significativa está na lesão corporal, mas o texto também endurece as penas para ameaça, desacato, incitação ao crime e crimes contra a honra.

A pena para lesão corporal comum passa de três meses a um ano de detenção para dois a cinco anos de reclusão. Nos casos de lesão corporal grave, haverá aumento de um terço a dois terços sobre a pena prevista.

As penas para ameaça, calúnia, difamação e injúria também aumentam em um terço. Já o desacato e a incitação ao crime terão punição em dobro quando as vítimas forem profissionais dessas categorias. O projeto ainda dobra a pena para constrangimento ilegal praticado contra profissionais da saúde.

Violência contra profissionais motivou o projeto

Durante a votação, o relator, senador Dr. Hiran (PP-RR), afirmou que professores e profissionais da saúde frequentemente acabam sendo alvo da insatisfação da população com falhas estruturais dos serviços públicos, mesmo quando não têm responsabilidade por esses problemas.

Segundo o relator, o objetivo é oferecer maior proteção a quem atua diretamente no atendimento à população e desestimular episódios de violência durante o exercício da profissão.

“Os profissionais de saúde que trabalham nas UPAs [Unidades de Pronto Atendimento], assim como nossos professores, vêm sendo submetidos a muitos tipos de agressão. Muitas vezes esses profissionais são os anteparos de todo um sistema que é falho nessa atenção. Eles acabam recebendo todo o peso da agonia das pessoas”, afirmou o senador, ao Senado.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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