A saúde mental no trabalho passou a ocupar um espaço cada vez maior nas estratégias das empresas. Ao lado da segurança ocupacional e da ergonomia, o tema vem sendo incorporado a iniciativas voltadas ao bem-estar das equipes, à prevenção de afastamentos e ao fortalecimento da produtividade.
Essa mudança mostra uma nova forma de enxergar o cuidado com as pessoas dentro das organizações. As empresas deixaram de tratar a saúde e a segurança apenas como uma obrigação legal e passaram a incorporá-las às estratégias voltadas ao desempenho das equipes e à competitividade.
O avanço, porém, ainda ocorre de forma desigual. Um estudo da consultoria Marsh, divulgado em 2026, mostra que 56% das organizações brasileiras já consideram a saúde mental uma questão estratégica. No entanto, menos de 27% implementaram programas integrados de gestão da saúde mental.
Esse novo momento estará no centro do V Seminário de Segurança, Saúde e Meio Ambiente (SSMA), promovido pelo SESI Ceará, no dia 23 de julho, em Fortaleza. O encontro reunirá especialistas, representantes da indústria e gestores. Eles discutirão como práticas voltadas à saúde mental, à segurança e à ergonomia podem contribuir para empresas mais produtivas e preparadas para os desafios dos próximos anos.
Saúde mental no trabalho entra na estratégia para reduzir afastamentos
O crescimento das discussões sobre saúde mental no trabalho levou muitas empresas a ampliar iniciativas voltadas à prevenção, à qualidade de vida e às condições oferecidas aos trabalhadores. A combinação entre saúde, segurança e ergonomia passou a ganhar espaço como uma forma de reduzir afastamentos, fortalecer as equipes e melhorar o desempenho das organizações.
Nesse contexto, as organizações passaram a integrar práticas que antes eram desenvolvidas separadamente. Elas combinam ações voltadas à saúde física, ao bem-estar emocional e à prevenção de riscos para criar ambientes mais seguros, saudáveis e eficientes.
Segundo o SESI Ceará, empresas e gestores precisam adotar novas práticas para acompanhar essa transformação. Essas iniciativas buscam responder às mudanças no mundo do trabalho e à demanda por ambientes cada vez mais saudáveis.
Empresas apresentarão práticas voltadas à saúde e produtividade
A programação do seminário reúne debates sobre mudanças regulatórias, saúde mental, ergonomia e gestão integrada de meio ambiente, saúde e segurança. Além das discussões, indústrias de diferentes segmentos apresentarão experiências e boas práticas desenvolvidas em seus ambientes de trabalho.
Um dos diferenciais desta edição será o protagonismo das empresas participantes. Elas apresentarão os desafios enfrentados no dia a dia e as soluções encontradas. Também compartilharão iniciativas voltadas à promoção da saúde, da segurança e do bem-estar dos trabalhadores. Os casos apresentados mostrarão como essas práticas podem reduzir riscos ocupacionais, fortalecer as equipes e melhorar o desempenho das organizações.
Segundo a gerente de Segurança e Saúde para a Indústria do SESI Ceará, Veridiana Sales, o SESI Ceará criou o seminário para incentivar a troca de experiências entre as empresas. Ela afirma que o principal diferencial desta edição é abrir espaço para que a própria indústria compartilhe suas vivências, desafios e soluções. Essa troca de experiências pode contribuir para melhorar os indicadores e os resultados das organizações.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas na página oficial do evento. No dia 23 de julho, o SESI Ceará promove o seminário das 8h às 18h. O encontro será realizado na Casa da Indústria, sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), em Fortaleza. Os participantes poderão acompanhar a programação de forma presencial ou online.