A nova vacina contra influenza protege contra três cepas da gripe e apresentou eficácia de até 73% em estudos clínicos analisados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de acordo com a publicação desta terça-feira (14/07). Indicada para pessoas a partir dos seis meses de idade, a Fluprevli amplia as opções de prevenção contra um dos vírus respiratórios que mais provoca internações durante os períodos de maior circulação da doença.
A vacina combina duas cepas do vírus influenza A e uma do tipo B em uma única formulação. Essa composição acompanha a estratégia adotada nas campanhas de vacinação contra a gripe, que atualizam os imunizantes de acordo com as variantes com maior expectativa de circulação.
Além da eficácia observada nos estudos clínicos, a Anvisa informou que a vacina induziu uma resposta imunológica considerada adequada, com produção de anticorpos contra as cepas presentes na formulação.
Por que a nova vacina contra influenza protege três cepas da gripe
A Fluprevli é uma vacina trivalente. Isso significa que ela reúne, em uma única aplicação, proteção contra três cepas do vírus influenza selecionadas para compor o imunizante.
Produzida com vírus fragmentados e inativados, a vacina não causa a doença. Em vez disso, ela estimula o organismo a produzir anticorpos capazes de reconhecer e combater o vírus caso a pessoa seja exposta a ele posteriormente.
Essa combinação permite que o sistema imunológico desenvolva proteção contra mais de uma variante do vírus incluída na formulação, estratégia utilizada nas vacinas contra influenza para acompanhar a circulação sazonal da gripe.
Registro ainda não significa vacinação pelo SUS
O registro concedido pela Anvisa autoriza a comercialização da vacina no Brasil após a comprovação de sua qualidade, segurança e eficácia.
Isso, porém, não significa que o imunizante passe automaticamente a integrar o calendário do Sistema Único de Saúde (SUS). Antes disso, a vacina ainda precisará ser analisada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). Em seguida, caberá ao Ministério da Saúde decidir sobre uma eventual incorporação.
Até lá, continuam disponíveis as vacinas contra influenza utilizadas nas campanhas nacionais de imunização.
Vacinação continua sendo a principal forma de prevenção
A influenza é uma infecção respiratória que provoca surtos sazonais todos os anos. Embora muitas pessoas apresentem sintomas leves, a doença pode evoluir para complicações graves, principalmente entre crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas.
A aprovação da nova vacina contra influenza acrescenta mais uma opção de vacina contra a gripe no Brasil. A disponibilidade para a população ainda dependerá das próximas etapas de comercialização e de uma eventual incorporação ao SUS.
Enquanto isso, a vacinação anual continua sendo a principal estratégia para reduzir o risco de casos graves, internações e mortes provocadas pela influenza, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.
