Depois de investir em saúde, educação e outras estruturas em sua terra natal, Sadio Mané prepara um projeto de outra escala em Bambali, no sul do Senegal. O jogador está por trás de um parque agroindustrial voltado à produção e transformação de frutas.
O empreendimento da SM10 Agro terá uma área industrial de cerca de 10 hectares e uma plantação de 500 hectares, principalmente de mangueiras. A estrutura ficará na região de Sédhiou, onde está Bambali, cidade natal do atacante.
A escolha do local dá outra dimensão ao investimento. Sédhiou tornou-se região administrativa em 2008, mas ainda não possui indústria, segundo o jornal senegalês Le Soleil. A proposta é justamente começar a processar ali parte do que a própria região produz.
Veículos senegaleses também atribuem ao projeto a expectativa de gerar mais de 2.500 empregos diretos, principalmente para jovens. O número, porém, ainda exige cautela: a página atual da SM10 Agro detalha 327 empregos fixos em plena capacidade, além de centenas de trabalhadores sazonais.
Sadio Mané aposta em produção que fica na própria região
O projeto prevê que a manga percorra praticamente toda a cadeia sem sair da região. A SM10 Agro pretende cultivar a fruta, fazer a seleção e o processamento e preparar os produtos para exportação.
A fábrica terá três linhas destinadas à produção de polpa, manga seca e manteiga de manga. Esta última poderá ser destinada tanto à indústria alimentícia quanto à cosmética.
A empresa informa ainda que pretende abastecer toda a etapa de transformação com energia solar. Quando atingir a capacidade plena, projetada para 2031, a estrutura oficial prevê 500 hectares plantados e capacidade de processamento de 8.500 toneladas por ano.
Região sem indústria recebe investimento bilionário
O projeto foi apresentado oficialmente em Sédhiou em 20 de agosto de 2026. Segundo o governador regional, Diadia Dia, Sadio Mané financia o empreendimento com um investimento estimado em 14 bilhões de francos CFA.
A primeira etapa ainda é de implantação. A própria SM10 Agro informa que 2026 será dedicado a estudos, definição da área e início das obras. A plataforma de seleção e embalagem está prevista para março de 2027, enquanto as primeiras linhas industriais devem começar a operar em agosto do mesmo ano.
Para Sadio Mané, o projeto representa uma mudança em relação às iniciativas sociais que já financiou em Bambali. Desta vez, a aposta está em criar uma atividade econômica permanente ligada ao que a região produz. A dimensão real dos empregos ainda terá de ser confirmada durante a implantação, mas a construção do parque já coloca Sédhiou diante de algo que hoje não possui: uma estrutura industrial para transformar sua própria produção agrícola.