Desenhos feitos com lápis e papel ajudaram dois irmãos americanos a criar um negócio que já faturou mais de R$ 500 mil. Jackson Fuller, de 10 anos, e Quincy Fuller, de 8, criam pelúcias com inteligência artificial (IA) e transformam essas essas ideias em brindes personalizados para empresas de tecnologia.
A empresa criada pelos irmãos, em Los Angeles (EUA), a Stuffers, é especializada em desenvolver pelúcias corporativas para marcas. Entre os clientes estão Reddit, New Engen e outras companhias do setor, que apostam nos personagens criados pela dupla para representar suas identidades.
Embora a inteligência artificial acelere parte do processo, tudo começa da mesma forma: com desenhos feitos à mão. Só depois dessa etapa é que os irmãos recorrem às ferramentas digitais para criar modelos que seguem para fabricação.
Os desenhos passam pela IA antes de chegar à fábrica
Depois de concluir os esboços, Jackson e Quincy utilizam o ChatGPT e ferramentas de geração de imagens da OpenAI para transformá-los em modelos digitais. Esses arquivos servem como referência para as fábricas responsáveis pela produção das pelúcias.
A tecnologia reduz o tempo entre a criação e a fabricação, mas preserva a autoria das ideias. Os personagens continuam sendo concebidos pelos irmãos, enquanto a inteligência artificial acelera apenas a etapa de desenvolvimento dos protótipos.
Grandes empresas passaram a encomendar as pelúlias
A combinação entre desenhos autorais e recursos de inteligência artificial ajudou a Stuffers a conquistar clientes de grande porte. Um dos projetos resultou em uma coleção de pelúcias desenvolvida para o Reddit.
Além de criar os personagens, Jackson e Quincy participam da apresentação dos projetos. Com apoio da família, acompanham reuniões, explicam os conceitos das coleções e colaboram na definição dos produtos que serão fabricados.
IA reduz o tempo entre o desenho e a fabricação
A experiência da Stuffers mostra como a inteligência artificial pode acelerar etapas do desenvolvimento de produtos sem substituir o processo criativo. As ferramentas digitais transformam os desenhos em modelos prontos para produção, enquanto as decisões criativas permanecem com os irmãos.
Mesmo desenvolvendo as pelúcias com IA, Jackson e Quincy continuam começando cada projeto da mesma forma: com lápis, papel e uma nova ideia. É desse processo manual que surgem os personagens que depois ganham forma e chegam às mãos de grandes empresas.