A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) recebe nesta quarta-feira (16/09), em Fortaleza, empresárias interessadas em colocar seus negócios mais perto do mercado internacional. O Fórum Mulheres Mercosul-União Europeia leva para a sede da entidade discussões práticas sobre mulheres empreendedoras, exportação e acesso ao mercado europeu.
O encontro ganha peso porque parte das regras comerciais entre os dois blocos já saiu do papel. O Acordo Provisório de Comércio Mercosul-União Europeia começou a ser aplicado em 1º de maio de 2026, com mecanismos envolvendo tarifas, regras de origem e cotas de determinados produtos.
É nesse cenário que a programação aproxima pequenas e médias empresas das etapas necessárias para operar fora do Brasil. Além de debates sobre internacionalização, estão previstos encontros empresariais e orientações sobre requisitos exigidos de quem pretende acessar outros mercados.
A dimensão desse mercado ajuda a explicar a oportunidade. Mercosul e União Europeia somam aproximadamente 720 milhões de pessoas, enquanto a corrente de comércio de bens entre Brasil e UE chegou a US$ 100 bilhões em 2025.
FIEC aproxima empresárias das exigências do comércio exterior
A FIEC não aparece apenas como endereço do encontro. Karina Frota, presidente do Conselho de Relações Internacionais da entidade, integra a programação para apresentar o panorama das relações comerciais entre o Ceará e a União Europeia.
O fórum reúne ainda especialistas ligados ao Ministério da Agricultura e Pecuária e ao Sebrae/CE. Entre os assuntos previstos estão preparação para internacionalização, promoção de produtos brasileiros e requisitos que precisam ser observados antes de uma empresa chegar ao exterior.
Uma das discussões utiliza o mel brasileiro como exemplo prático para tratar do acesso à Europa. O caso permite mostrar exigências sanitárias e comerciais que fazem parte do caminho entre produzir no Brasil e conseguir vender legalmente em outro mercado.
Mulheres empreendedoras e exportação entram na prática
As regras variam de acordo com o produto. Para usufruir das preferências previstas no acordo, uma empresa precisa verificar, por exemplo, a classificação da mercadoria, o cronograma tarifário correspondente e as regras de origem aplicáveis. O próprio Siscomex mantém consultas para orientar esse processo.
Isso dá ao fórum uma função que vai além de aproximar empresárias. A programação ajuda a traduzir etapas que podem definir se uma pequena ou média empresa está preparada para acessar um mercado de outro continente.
Depois de Fortaleza, o Fórum Mulheres Mercosul-União Europeia tem uma nova edição prevista para 26 de novembro, em Lisboa. Para as participantes desta quarta-feira, o passo imediato é entender quais exigências atingem o próprio negócio e o que ainda precisa ser ajustado antes de uma operação internacional.