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Mais prático e mais barato, primeiro comprimido contra o colesterol ruim chega às farmácias em agosto

O comprimido contra colesterol chega às farmácias dos Estados Unidos em agosto com preço menor que o das versões injetáveis e eficácia semelhante na redução do LDL.
O primeiro comprimido contra colesterol da classe dos inibidores de PCSK9 chega às farmácias dos Estados Unidos em agosto. A versão oral promete facilitar o tratamento e terá preço menor que o dos medicamentos injetáveis.
Além de dispensar as injeções, o novo comprimido contra colesterol apresentou eficácia semelhante à dos tratamentos da mesma classe na redução do colesterol LDL durante os estudos clínicos. (Foto: AdobeStock)

O primeiro comprimido contra colesterol da classe dos inibidores de PCSK9 começa a chegar às farmácias dos Estados Unidos em agosto. Mais prático que as versões injetáveis e com preço menor, o medicamento reduziu em até 60% o colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim, nos estudos clínicos. A novidade oferece uma nova opção para pacientes que precisam de uma redução mais intensa do colesterol.

A novidade recebeu aprovação do Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos. Batizado de Lipfendra (enlicitide), o medicamento é indicado para adultos que não conseguem atingir as metas de colesterol apenas com estatinas, tratamento considerado a primeira escolha para a maioria dos pacientes.

Até agora, os medicamentos dessa classe só estavam disponíveis em aplicações injetáveis. A versão em comprimido pode facilitar a adesão ao tratamento e ampliar o acesso à terapia. Para quem precisa controlar o colesterol por muitos anos, a mudança também pode tornar a rotina mais simples, já que a fabricante anunciou um preço inferior ao dos principais concorrentes.

Comprimido contra colesterol elimina a necessidade de injeções

Ao contrário das estatinas, que reduzem a produção de colesterol pelo fígado, o Lipfendra bloqueia a proteína PCSK9. Com isso, os receptores responsáveis por retirar o colesterol LDL da circulação permanecem ativos por mais tempo, ajudando o organismo a eliminar uma quantidade maior desse colesterol.

Nos estudos clínicos que embasaram a aprovação do FDA, o medicamento reduziu em até 60% os níveis de colesterol LDL, resultado semelhante ao alcançado pelos medicamentos injetáveis da mesma classe.

Dois estudos clínicos avaliaram o medicamento em 3.207 adultos com colesterol alto. A pesquisa também incluiu pessoas com hipercolesterolemia familiar, doença genética que provoca níveis elevados de colesterol desde cedo. Todos os participantes já utilizavam a maior dose de estatinas que conseguiam tolerar, mas ainda precisavam reduzir o colesterol LDL.

Preço menor pode ampliar o acesso ao tratamento

O custo é outro ponto que diferencia o novo medicamento. A Merck anunciou preço de tabela de US$ 315 para o tratamento mensal. Os medicamentos injetáveis equivalentes custam entre US$ 500 e US$ 600 por mês nos Estados Unidos.

Além do valor mais baixo, o comprimido dispensa aplicações periódicas. Essa praticidade pode favorecer a continuidade do tratamento entre pacientes que precisam controlar o colesterol por muitos anos.

O lançamento nas farmácias americanas está previsto para agosto. Ainda não há previsão para a chegada do medicamento ao mercado brasileiro.

Estudos ainda avaliarão proteção contra infarto e AVC

Os medicamentos injetáveis dessa classe já demonstraram reduzir o risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e morte cardiovascular em pacientes de alto risco. No entanto, os estudos ainda precisam confirmar se a versão em comprimido alcança os mesmos resultados.

A Merck conduz um estudo para verificar se o Lipfendra oferece a mesma proteção clínica observada com os tratamentos injetáveis. Enquanto isso, as estatinas continuam sendo a primeira opção para a maioria dos pacientes, e o comprimido contra colesterol passa a integrar as opções de tratamento para quem necessita de uma redução mais intensa do colesterol.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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