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Vacina contra o HPV ajuda a reduzir o risco de câncer na garganta e reforça a prevenção da doença

Além de proteger contra outros tipos de câncer relacionados ao vírus, a vacina contra HPV também reduz o risco de tumores na orofaringe e reforça a importância da imunização.
A vacina contra HPV também ajuda a reduzir o risco de câncer na garganta relacionado ao vírus e está disponível gratuitamente no SUS para os públicos contemplados pelo Programa Nacional de Imunizações.
Além de prevenir outras doenças causadas pelo HPV, a vacina contra HPV contribui para reduzir o risco de tumores de orofaringe associados ao vírus. (Foto: Canva)

Muita gente associa a vacina contra HPV apenas à prevenção do câncer do colo do útero. No entanto, ela também ajuda a reduzir o risco de tumores na orofaringe, região que inclui as amígdalas e a base da língua, quando esses cânceres estão relacionados à infecção pelo vírus.

Essa proteção ganha ainda mais importância diante das estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), que apontam mais de 41 mil novos casos por ano de tumores de cabeça e pescoço no Brasil. Durante a campanha Julho Verde, especialistas reforçam que ampliar a vacinação e conhecer esse benefício podem contribuir para reduzir parte desses diagnósticos no futuro.

Além de manter a vacinação em dia, médicos orientam evitar o tabagismo, moderar o consumo de bebidas alcoólicas e procurar avaliação sempre que sintomas persistirem por mais de duas semanas.

Como a vacina contra HPV ajuda a prevenir câncer na garganta

Segundo o cirurgião de cabeça e pescoço Erick Siqueira, do Hospital Haroldo Juaçaba, da Rede ICC Saúde, a vacina contra o HPV é uma das principais estratégias para reduzir o risco de tumores de orofaringe relacionados ao vírus.

O especialista explica que muitas pessoas ainda desconhecem esse benefício, embora a imunização esteja disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para os públicos definidos pelo Programa Nacional de Imunizações.

Sendo assim, quanto maior a cobertura vacinal, menor tende a ser a circulação do HPV e, consequentemente, o risco de parte dos cânceres associados à infecção.

HPV explica parte dos casos de câncer na garganta

Embora o cigarro e o consumo excessivo de álcool continuem entre os principais fatores de risco, especialistas observam que a infecção pelo HPV passou a responder por uma parcela importante dos tumores de orofaringe. Essa mudança reforça a necessidade de ampliar o conhecimento sobre a vacinação como medida de proteção.

A combinação entre imunização, hábitos saudáveis e diagnóstico precoce aumenta as possibilidades de identificar a doença em estágios iniciais, quando o tratamento costuma ser menos agressivo.

Sintomas que não devem ser ignorados

Feridas na boca que não cicatrizam, rouquidão persistente, dor para engolir, dor de garganta prolongada e caroços no pescoço estão entre os principais sinais de alerta.

Quando o câncer é descoberto nas fases iniciais, aumentam as chances de sucesso do tratamento e de preservar funções importantes, como a fala, a respiração e a deglutição. Por isso, quem apresentar esses sintomas por mais de duas semanas deve procurar avaliação médica.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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