Copa 2026 é a primeira que utiliza cães robôs para monitorar estádios

Além do futebol, a Copa 2026 estreia uma tecnologia inédita: cães robôs patrulham áreas estratégicas e ajudam as equipes de segurança a monitorar instalações durante a competição.
Pela primeira vez na história da Copa do Mundo, cães robôs são usados para monitorar áreas estratégicas durante a competição.
Cães robôs utilizados na Copa do Mundo de 2026 fazem patrulhas e monitoram áreas estratégicas em apoio às operações de segurança do torneio. (Foto: Boston Dynamics)

A Copa do Mundo de 2026 é a primeira edição do torneio a utilizar cães robôs para auxiliar no monitoramento de áreas estratégicas. A novidade passou a integrar as operações de segurança do Mundial, levando soluções desenvolvidas para a indústria a um dos maiores eventos esportivos do planeta.

Para isso, os equipamentos foram posicionados em dois locais considerados essenciais para a competição: o Centro Internacional de Transmissão (IBC), em Dallas, responsável por distribuir as imagens do Mundial para emissoras de todo o mundo, e o Estádio Nova York–Nova Jersey, que receberá a grande final.

Nesses espaços, os robôs utilizados são do modelo Spot, desenvolvido pela Boston Dynamics e adaptado pela Hyundai Motor Company, parceira da FIFA. Equipados com sensores, câmeras e sistemas inteligentes, eles realizam patrulhas autônomas, inspecionam as instalações e enviam informações em tempo real para as equipes de operação. Com isso, é possível identificar alterações no ambiente com mais rapidez e reforçar a vigilância das áreas monitoradas.

Como os cães robôs atuam durante a Copa

Além de circular por áreas de difícil acesso, os cães robôs registram imagens, verificam equipamentos e inspecionam estruturas sem expor profissionais a situações de risco. Dessa forma, a solução amplia a capacidade de acompanhamento das instalações e complementa o trabalho das equipes responsáveis pela segurança da competição.

Ao mesmo tempo, a estreia da tecnologia faz parte da estratégia da Hyundai de ampliar o uso de sistemas inteligentes em grandes eventos. Nesta edição da Copa, a empresa passou a atuar como Parceira Oficial de Robótica da FIFA, ampliando uma parceria de 27 anos com a entidade, antes concentrada principalmente nas soluções de mobilidade.

Além da atuação na robótica, a montadora disponibilizou uma frota de 1.500 veículos, entre automóveis e ônibus, utilizada para transportar seleções, dirigentes, profissionais da imprensa e equipes de apoio nas 16 cidades-sede distribuídas entre Estados Unidos, Canadá e México.

Experiência pode influenciar outros grandes eventos

Na prática, a Copa do Mundo de 2026 funciona como um teste para avaliar o uso de robôs em um evento de grande porte. Embora chamem atenção pela aparência semelhante à de um cachorro, esses equipamentos já são utilizados em aplicações industriais e agora demonstram como podem ser adaptados para ambientes com grande circulação de pessoas e infraestrutura complexa.

Segundo a Hyundai, a utilização dos cães robôs durante o Mundial servirá como referência para futuras aplicações em aeroportos, centros de convenções, arenas esportivas e outros espaços públicos, onde poderão apoiar atividades de inspeção, vigilância e segurança.

Assim, a Copa do Mundo de 2026 também se consolida como um espaço para testar tecnologias que podem fazer parte da rotina de grandes eventos nos próximos anos. Se a experiência alcançar os resultados esperados, ela poderá inspirar novas aplicações da robótica em locais que recebem milhares de pessoas diariamente.

Foto de Monique de Carvalho

Monique de Carvalho

Jornalista formada em Comunicação Social pela Fanor, com mais de 15 anos de experiência em marketing de conteúdo, produção digital, storytelling e comunicação de impacto. Já contribuiu para os portais Razões para Acreditar e Só Notícia Boa.

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